loading

- Publicidade -

Avatar

Heráclito Guimarães

Pai | Formador | Apaixonado por Saúde e Bem Estar, Desporto, Comunicação, Marketing, Vendas. Um eterno aprendiz desta vida que merece toda a nossa dedicação.

- Publicidade -

Tema: EmpreendedorismoData de Publicação: 25/10/2025, 15h51
As bolhas do saber, o não saber e o valor de nos dedicarmos de corpo e alma
Pensamento ©Central Press com Envato IA
Pensamento ©Central Press com Envato IA

Vivemos rodeados de informação, mas nem sempre rodeados de consciência.

Em conversa com um colega despontou a ideia de falar sobre este assunto que muitas vezes passa ao lado de muitos de nós fechados na ideia de que sabemos tudo, ou que sabemos algumas coisas, alienados da verdade que é a realidade de que não sabemos nada.

Há pessoas que não sabem o que se passa à sua volta; Há outras que pensam que sabem, mas não sabem o que realmente se passa; E há ainda quem não tenha a noção de que não sabe que não sabe - e este é, talvez, o cenário mais delicado e preocupante.

Nos contextos pessoal e profissional, essa falta de consciência manifesta-se de várias formas: decisões baseadas em percepções erradas, equipas que não se escutam e chefias (que se queriam lideranças) que acreditam compreender o todo, mas desconhecem as dinâmicas reais do terreno.

Desde pessoas que comentam só por lerem um título, ou que opinam com base na opinião que alguém - que também desconhece um tema - transmitiu - até pseudo mentores e formadores que dão formação sem nunca terem experienciado o que tentam evangelizar, há um universo de bolhas que acabam por influenciar os mais distraídos através do efeito borboleta.

Reconhecer o que não sabemos é um sinal de maturidade e inteligência organizacional.

Muitas vezes, só valorizamos o trabalho dos outros quando precisamos de o fazer nós próprios.

Quantas vezes já vimos ou sentimos que alguém não quis ouvir, ou não investiu tempo para ouvir!? Poderás já ter sentido que não te deram o tempo que precisavas, para explicar com o devido tempo o que tinhas para apresentar ou dizer, porque do outro lado alguém se julgou senhor(a) do conhecimento ou eventualmente numa posição longe das tuas competências!?

Colocar-nos na pele dos outros poderá ser uma oportunidade para percebemos o verdadeiro peso da responsabilidade, o esforço invisível por trás de cada tarefa, ou intenção e a importância da dedicação de quem a executa, ou o respeito que lhe é devido pelo esforço.

A dedicação profunda - aquela que se traduz em compromisso, rigor e entrega genuína - é o que distingue quem apenas cumpre funções de quem realmente constrói valor. Dedicar-se de corpo e alma não é romantismo laboral; é um ato de respeito. Respeito por quem confia em nós, pelas equipas que nos acompanham e pela missão que nos move.

Num ambiente corporativo em constante mudança, a consciência e a dedicação são as âncoras da coerência. São elas que alinham intenções com resultados, estratégias com pessoas e conhecimento com impacto.

E talvez esta seja a reflexão mais importante:

  • (1) Saberemos, de facto, o que se passa à nossa volta?
  • (2) Será que realmente reconhecemos o valor do esforço alheio?
  • (3) Estaremos realmente dedicados ao que fazemos - ou apenas presentes?

A discussão está aberta. Convido-te a partilhar, nos comentários, a tua perspetiva sobre este tema.

Estamos juntos...até já

- Publicidade -

()Comentários

loading
A verificar login...

Últimos artigos do autor

loading

Artigos de Opinião da Região

loading