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Dados de adesão à greve no setor privado e social contrastam com declarações do Governo

Redação Central Press/
12/12/2025, 09h16
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4 min
Greve Geral em Coimbra @Carolina Barata / Central Press
Greve Geral em Coimbra @Carolina Barata / Central Press

O Governo afirmou esta quinta-feira, dia 11 de dezembro, que a paralisação nacional é “inexpressiva” no setor privado e social, garantindo que a “esmagadora maioria do país está a trabalhar”. A declaração, feita pelo ministro da Presidência, Leitão Amaro, durante uma interrupção do Conselho de Ministros, sustentava que se tratava sobretudo de “uma greve da função pública”. Contudo, os números recolhidos em várias unidades privadas de saúde e instituições do setor social apontam para adesões significativas, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Na rede CUF, vários serviços registaram paralisação total:

CUF Tejo: cirurgia de ambulatório e consultas de pediatria com adesão de 100%. Em internamento geral, tanto no turno da noite como no turno da manhã, aderiram à greve dois em dois enfermeiros escalados, o que corresponde a 100%.

CUF Torres Vedras: bloco operatório com 71% de adesão.

CUF Descobertas: internamento geral com 67%.

CUF Sintra e CUF Viseu: atendimento permanente com 100% de adesão.

Na Casa de Saúde de São Mateus, em Viseu, registou-se três em seis no turno da noite (cinquenta por cento) e treze em dezassete no turno da manhã (setenta e seis vírgula quatro por cento).

No Hospital Luz Lisboa: hospital de dia de oncologia com treze em treze profissionais em greve (cem por cento); bloco de partos com seis em nove (sessenta e sete por cento); exames de ginecologia com um em dois (cinquenta por cento); obstetrícia com seis em oito (setenta e cinco por cento).

O Hospital Lusíadas Lisboa registou uma adesão global de 44%, alcançando 92% no bloco operatório.

Nos serviços SAMS, o Hospital SAMS apresentou 70% de adesão no turno da noite e cinquenta e 2% no turno da manhã, enquanto o Centro Clínico atingiu 67% no período da manhã.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa apresentou valores elevados: em Alcoitão, 100% no turno da noite e 88% no turno da manhã; 100% na Unidade São Liberdade; e 50% nas unidades São Tapada e Mais.

Em Castelo Branco, os lares registaram 50% no turno da noite e 100% no da manhã. Na Unidade de Cuidados Continuados Integrados, a adesão foi de 100% tanto na noite como na manhã (dois em dois e cinco em cinco, respetivamente).

Na Sertã e em Vila Velha de Ródão, a adesão foi igualmente de 100%, com quatro em quatro profissionais em greve em todos os turnos.

No Fundão, os lares registaram 100% (um em um) nos turnos da manhã e da tarde. Na Unidade de Cuidados Continuados Integrados, verificaram-se três em quatro profissionais em greve.

Na Covilhã, o lar apresentou uma adesão de três em cinco, correspondente a 60%.

O Hospital Privado de Azeitão registou 100% de adesão nos turnos da noite (dois em dois), da manhã (quatro em quatro) e da tarde (dois em dois).

Os dados contrariam a caracterização governamental de uma greve “inexpressiva” no setor privado e social. Em diversas unidades de saúde e instituições sociais, a adesão atingiu valores totais ou muito próximos disso, revelando um impacto mais amplo do que o sugerido pelo Executivo.

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