A Assembleia Municipal de Lamego aprovou as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026, no valor global de 84,3 milhões de euros, o que representa um aumento de 12 milhões de euros face ao ano anterior. Este crescimento resulta, sobretudo, do reforço do investimento em aquisição de bens de capital, associado a candidaturas a financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Portugal 2030, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Entre os principais projetos com financiamento assegurado no âmbito do PRR, inscritos no Plano Plurianual de Investimentos, destacam-se a construção do novo Parque de Saúde (9,3 milhões de euros), a requalificação das escolas Básica 2/3 e Secundária da Sé (7 milhões de euros), a construção de 106 fogos de habitação social (12,4 milhões de euros), a criação de um novo polo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego (ESTGL) no Mercado Municipal, bem como intervenções de requalificação urbana e a repavimentação de estradas em todo o concelho.
O documento prevê ainda outros investimentos de montante significativo, como a criação de centros cívicos, ações de regeneração urbana nas freguesias rurais de Lalim, Cambres, Britiande e Valdigem, e a implementação de um plano de modernização e manutenção das estações de tratamento de águas residuais (ETAR) e estações elevatórias.
O presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes, sublinha que este é “o maior Orçamento de sempre” do município, destacando o seu caráter realista e estratégico. “Este é um orçamento de grande ambição estratégica para dar resposta aos muitos desafios que Lamego tem para encarar o futuro com otimismo. Assumimos apostas fortes nas áreas da Saúde, Educação, Habitação, Mobilidade e Freguesias, que vão melhorar a qualidade de vida de toda a população”, afirmou.
O maior investimento previsto é a conclusão do novo Parque da Saúde de Lamego, cuja obra deverá estar concluída até 30 de junho. Este equipamento permitirá concentrar, num único edifício, vários serviços e unidades de saúde familiar atualmente dispersos pela cidade, em instalações consideradas inadequadas.
No âmbito da estabilidade fiscal, o executivo municipal decidiu manter os impostos praticados em 2025, nomeadamente uma taxa de 0,365% de IMI, 4% de participação no IRS e uma derrama de 0,01% para empresas com volume de negócios até 150 mil euros, fixando-se em 1,5% para as restantes.
O município manterá ainda uma redução de 30% da taxa de IMI para prédios urbanos classificados como de interesse público, municipal ou património cultural, bem como uma redução de 20% para imóveis arrendados, com o objetivo de estimular o mercado de arrendamento e aumentar a oferta habitacional no concelho.
