Está oficialmente formalizada a constituição da Associação Académica do Instituto Politécnico de Leiria (AAIPLeiria), que substitui as associações de estudantes das diferentes escolas da instituição. Após o aval e reconhecimento por parte do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, foi recentemente realizada a tomada de posse dos primeiros órgãos sociais da AAIPLeiria, e das respetivas estruturas académicas, representativas das escolas e núcleos de formação, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A Associação Académica foi criada com o objetivo de ser uma voz única da comunidade estudantil e de assegurar a representação dos cerca de 15 mil estudantes do Politécnico de Leiria, nomeadamente junto da presidência, das direções das escolas e dos municípios onde a instituição está presente (Leiria, Peniche, Caldas da Rainha, Pombal, Torres Vedras e Batalha).
“Este é o primeiro mandato da Associação Académica que une as cinco escolas e polos do Politécnico de Leiria. Essa união nasce de uma decisão difícil. Significa encerrar associações que nos antecederam durante décadas, que carregaram histórias, lutas, vitórias e nomes que nunca devem ser esquecidos. Hoje não apagamos esse passado, mas honramo-lo. Com esta Associação Académica, queremos construir pontes, entre escolas, cidades, estudantes e instituições. Acreditamos que com a estrutura certa conseguiremos trabalhar melhor com os municípios, com a nossa instituição e com as forças locais, para lembrar algo essencial: as cidades vivem dos estudantes, e os estudantes merecem ser tratados com dignidade, respeito e proximidade”, afirma André Pereira, presidente da AAIPLeiria.
Sobre a possível transformação em Universidade, André Pereira considera que “traz prestígio, mas também responsabilidade. E essa responsabilidade exige que se olhe para todos os estudantes – não apenas para os que participam, mas também para os que passam despercebidos”.
A Direção, a Assembleia-Geral e o Conselho Fiscal da AAIPLeiria são constituídos por estudantes das diferentes escolas do Politécnico de Leiria, destacando-se a existência de um vice-presidente por escola na direção, com o objetivo de garantir a representatividade de toda a comunidade académica. Além disso, estão também a ser criados Núcleos Académicos, que funcionarão como estruturas intermédias representativas das escolas e dos núcleos de formação que não estão em Leiria, assim como Núcleos de Estudantes, que podem ser organizados por ciclo de estudos, por cursos ou por áreas formativas.
Constituídos estão já o Núcleo Académico da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) de Peniche, assim como mais de 20 núcleos de estudantes na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), na Escola Superior de Saúde (ESSLei) e na ESTM.
Segundo André Pereira, neste primeiro mandato da AAIPLeiria, com duração de um ano, as principais prioridades passam por “trabalhar para integrar e constituir também Núcleos Académicos nos polos de Torres Vedras e de Pombal, fazer um levantamento dos problemas enfrentados pelos estudantes de todas as escolas e núcleos de formação, e colocar as bases da associação a trabalhar bem”.
“É impossível falar de união sem falar das nossas realidades mais distantes: em Peniche, os estudantes enfrentam enormes dificuldades no alojamento; nas Caldas da Rainha, os problemas com os transportes e a fragmentação da comunidade estudantil continuam a ser um obstáculo à proximidade; e em Pombal e Torres Vedras, há estudantes com vontade de participar, de se integrar e de sentir que pertencem, mas que durante demasiado tempo não tiveram voz. Esta associação nasce para contrariar isso. Para garantir que nenhuma dificuldade vivida seja em vão”, assegura o presidente da AAIPLeiria.
Também Joel Rodrigues, que assumiu a presidência da Comissão Instaladora da AAIPLeiria, salienta que a criação dos Núcleos Académicos e dos Núcleos de Estudantes pretende garantir que “chegam a Leiria todas as preocupações e reivindicações das escolas que possam estar mais deslocadas”. “Além disso, estas estruturas terão também competências para trabalhar juntamente com os coordenadores de curso – no caso dos Núcleos de Estudantes –, e com as respetivas direções – no caso dos Núcleos Académicos –, para organizar atividades, nomeadamente de acolhimento e integração, para toda a comunidade académica.”
Por sua vez, o presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Carlos Rabadão, considera que a constituição da AAIPLeiria representa “um passo marcante para a comunidade estudantil, permitindo um maior peso institucional e reforçando a capacidade de representação de todos os estudantes, tanto no panorama local como nacional”.
“Esta mudança promoverá, certamente, uma maior coesão entre as diferentes escolas e facilitará a criação de novas sinergias. É muito positivo ver os estudantes assumirem este protagonismo, demonstrando visão estratégica, maturidade e espírito de união. Estou convicto de que a AAIPLeiria desempenhará um papel decisivo no aprofundamento do diálogo com a instituição, na promoção da participação ativa dos estudantes e no fortalecimento da comunidade académica”, conclui Carlos Rabadão.
André Pereira, 22 anos, natural de Santarém, é estudante da ESTG desde o ano letivo 2022/2023. Concluiu o curso técnico superior profissional em Tecnologias Informáticas e está atualmente a frequentar o 2.º ano da licenciatura em Engenharia Informática. No plano associativo, integrou a Associação de Estudantes da ESTG no mandato 2024/2025, enquanto vogal. Fez igualmente parte da Comissão Instaladora da AAIPLeiria, onde exerceu funções de vice-presidente. Foi eleito, a 11 de dezembro de 2025, presidente da Direção da AAIPLeiria – Associação Académica do Instituto Politécnico de Leiria.
