O Teatrão entra em 2026 com uma programação extensa e ambiciosa, assente nos seus três principais eixos de atividade: a criação artística, a gestão e programação da Oficina Municipal do Teatro (OMT), em Coimbra, e o trabalho pedagógico e de mediação de públicos. O novo ciclo traz consigo parcerias renovadas, novas criações e projetos que reforçam o papel do teatro como espaço de reflexão, encontro e intervenção artística, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A proposta para o próximo ano nasce de uma reflexão profunda da companhia sobre o papel da arte no mundo contemporâneo. Partindo da convicção de que a arte sempre teve um potencial disruptivo e transformador, o Teatrão questiona se a modernidade não estará a esvaziar essa capacidade subversiva, interrogando-se sobre o desígnio e os princípios que devem orientar a criação artística em 2026. É dessa reflexão que surge o mote e a linha orientadora da programação: “Re UNIR para Re EXISTIR”.
Entre os destaques da programação está a nova criação para a infância “O Tempo das Árvores”, que estreou a 6 de janeiro e permanece em cena até ao dia 24. O Teatrão aposta também em coproduções com as estruturas Terra Amarela e Alma d’Arame, reforçando o trabalho em rede. O Festival Todos São Palco – Mostra de Teatro Brasileiro regressa com uma edição dedicada à Amazónia, e pela OMT vão passar projetos e espetáculos de criadores como Cassandra (Sara Barros Leitão), Elmano Sancho – Loup Solitaire, O Rumo do Fumo (Vera Mantero), Nuisis Zobop (Hugo Calhim Cristóvão e Joana von Mayer Trindade) e crl – central elétrica (André Braga e Cláudia Figueiredo), entre outros.
A programação musical mantém também um papel relevante, com a Tabacaria — café-concerto da OMT — a acolher um espaço com curadoria da Saliva Diva, que se junta ao alinhamento regular de concertos concebido por Rui Lúcio e Victor Torpedo. Nos próximos meses estão previstos concertos de EVAYA, “Como Um Sonho Lindo”, espetáculo de homenagem a Fausto Bordalo Dias pelo Coimbra Jazz Ensemble, em coprodução com a ACERT, e dos britânicos Eel Men.
Na área pedagógica e de mediação, o Teatrão lança o projeto MAIS, focado na profissionalização artística de pessoas S/surdas e com deficiência. A iniciativa envolve várias entidades parceiras, nacionais e internacionais, e é financiada pelo programa “Centro 2030 – Inclusão pela Cultura”, da CCDR-Centro. A OMT reforça ainda a sua abertura à cidade com o programa “Cabemos Todos”, que disponibiliza a Sala de Ensaios para residências e trabalhos pontuais. Projetos como Aluvião e Movimento Teatro Escolar regressam com novas edições.
A companhia vai também iniciar um processo de mapeamento do Vale das Flores, zona onde está sediada, com vista à criação de um novo festival de artes de rua, previsto para 2027. Mantêm-se igualmente as Classes de Teatro, que este ano levam os alunos para o espaço público com o projeto “Soprar Palavras”, as Leituras ao Domicílio, os ciclos “Laboratório sobre o Real” e “Teatro e Política”, bem como uma nova programação de cinema em articulação com a Terratreme e o LIPA-UC.
A programação completa do Teatrão para 2026 pode ser consultada no programa detalhado disponibilizado pela companhia.
