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Do alto da capela para o povo: o São Gonçalinho em imagens

Carolina Barata/
12/01/2026, 13h00
/
6 min
São Gonçalinho 2026 @Carolina Barata Central Press
São Gonçalinho 2026 @Carolina Barata Central Press

Celebrado todos os anos em janeiro, junto à capela de São Gonçalo de Amarante, no bairro da Beira-Mar, o São Gonçalinho afirma-se como uma das manifestações mais singulares da identidade aveirense, onde devoção religiosa e expressão popular convivem de forma espontânea e profundamente enraizada.  A Central Press foi conhecer esta tradição. 

A imagem mais emblemática da festa repete-se geração após geração. Do alto da capela, as cavacas são lançadas à multidão que se concentra no adro e nas ruas envolventes. Braços no ar, chapéus, guarda-chuvas virados ao contrário e redes improvisadas compõem um cenário simultaneamente caótico e ritualizado. Cada doce apanhado simboliza uma promessa cumprida, um pedido atendido ou a renovação de uma ligação antiga entre o santo e a comunidade.

Apesar do ambiente festivo, a dimensão religiosa mantém-se central. Missas, procissões e promessas pagas em silêncio coexistem com a animação popular, num equilíbrio que caracteriza esta celebração única. A subida e descida das escadas da capela, feitas com respeito e devoção, continuam a ser um dos momentos mais simbólicos do ritual.

Pequena na escala, mas grande no significado, a festa de São Gonçalinho não vive de encenações nem de discursos. Vive do gesto repetido, do doce que cai do alto da capela, do riso partilhado nas ruas estreitas da Beira-Mar. É uma tradição sentida e vivida, que resiste ao tempo e se renova todos os anos, mantendo-se como um dos símbolos mais genuínos da memória coletiva de Aveiro.

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