O Museu Abílio de Mattos e Silva reabriu ao público a sua coleção permanente. É o "regresso" de Abílio de Mattos e Silva ao seu espaço, que aborda, nos diferentes pisos, as diferentes dimensões do artista, da cenografia e figurinismo às artes gráficas, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A reabertura desta coleção marca um novo ciclo na valorização do património artístico e cultural, reforçando a ligação do museu à comunidade, às escolas, e a todos os públicos, também através do serviço educativo agora criado para promover a descoberta, a aprendizagem e o diálogo com a obra de Abílio de Mattos e Silva.
Um dos primeiros projetos do Serviço Educativo do Museu Abílio de Mattos e Silva chama-se “Passeio Desenho”, e pretende percorrer e observar os locais que o artista representa em várias aguarelas. Liderado por Maria Matias, este serviço pretende “descobrir espaços que nunca conhecemos”, e envolve, nesta primeira abordagem, turmas de 2º Ciclo da disciplina de Educação Visual das escolas de Óbidos. A ideia, explica a responsável, é que participem depois num jogo, alternando entre a escrita e o desenho.
Criar personagens a partir dos figurinos de Abílio, contando para isso com a participação dos visitantes, é outra das iniciativas a desenvolver para dinamizar o espaço museológico e envolver o público com a obra de Mattos e Silva.
Nos dois pisos do edifício, destaque para pinturas sobre Óbidos, a partir das quais o artista retrata o quotidiano e a ambiência da vila, nas décadas de 30, 40 e 50. A “Casa do Arco da Cadeia”, os emblemáticos cartazes de promoção utilizados pelo governo do Estado Novo, ou a representação, em tela, de detalhes e referências identitárias de Portugal (como o folclore) no domínio do figurinismo e cenografia, são também motivo para uma visita, a esta exposição.
