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Intervenções em curso visam mitigar impactos dos incêndios rurais nas linhas de água

Redação Central Press/
15/01/2026, 17h38
/
3 min
Intervenções nas Linhas de Água @CM Castelo Branco
Intervenções nas Linhas de Água @CM Castelo Branco

Estão a decorrer várias intervenções destinadas a mitigar os impactos ambientais provocados pelo incêndio rural com origem em Piódão, ocorrido em agosto de 2025, que afetou o concelho de Castelo Branco, em particular as freguesias de Almaceda, São Vicente da Beira e Louriçal do Campo. O incêndio atingiu património natural e diversas infraestruturas municipais, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

As ações decorrem no âmbito de um contrato-programa celebrado entre o Fundo Ambiental, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Município de Castelo Branco, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 98-A/2025, de 24 de agosto. Este instrumento visa a execução de intervenções prioritárias para a recuperação das linhas de água e a prevenção da contaminação dos pontos de captação de água destinada ao consumo humano.

O contrato-programa, formalizado em setembro de 2025 numa cerimónia presidida pela ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, em Sátão, estabelece um financiamento máximo de 53.550 euros. As intervenções abrangem uma extensão total de 5.355 metros de linhas de água, localizadas nas freguesias de São Vicente da Beira e Louriçal do Campo, inseridas na Paisagem Protegida Regional da Serra da Gardunha.

Os trabalhos em curso têm como objetivos a regularização dos caudais e das velocidades de escoamento, a prevenção da obstrução das linhas de água por material vegetal, o encaminhamento da água para o seu leito natural, bem como a minimização da erosão das margens e encostas. Pretende-se ainda salvaguardar os ecossistemas, a biodiversidade e a qualidade da água.

As intervenções estão a ser realizadas com recurso a meios moto-manuais e mecânicos, incluindo a limpeza das margens, o corte, trituração e remoção de material lenhoso ardido, bem como a retirada de detritos suscetíveis de comprometer o normal escoamento da água.

Segundo a autarquia, estes trabalhos são considerados essenciais para a recuperação ambiental, a prevenção de riscos futuros e o reforço da resiliência do território face aos incêndios rurais, tendo como objetivo principal garantir condições de segurança, saúde e bem-estar para a população.

O concelho de Castelo Branco foi um dos mais afetados pelo incêndio de Piódão, que teve início a 13 de agosto de 2025 e atingiu o território albicastrense a 18 de agosto, tendo ardido cerca de 10 mil hectares nas três freguesias atingidas. A Câmara Municipal de Castelo Branco tem vindo a proceder ao levantamento dos prejuízos e das necessidades nas áreas afetadas, identificando as intervenções prioritárias para responder aos impactos do incêndio.

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