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Coimbra recebe simpósio de encerramento do projeto “Let’s Talk About Children”

Redação Central Press/
16/01/2026, 15h59
/
4 min
Crianças em atividade @freepik
Crianças em atividade @freepik

Na sexta-feira, dia 23 de janeiro, vai decorrer o simpósio "Vamos falar sobre crianças – da evidência à ação", para fazer um balanço da implementação do projeto "Let’s Talk About Children" em Portugal. Vai ter lugar no Auditório do Hospital Pediátrico da Unidade Local de Saúde de Coimbra, entre as 9h30 e as 17h00. O evento é de acesso gratuito, mediante inscrição prévia através do link.

Nos últimos dois anos, o projeto esteve em curso em nove países e foi criado para treinar profissionais para que adquiram competências que permitam reconhecer precocemente as necessidades psicossociais das crianças e das suas famílias. No âmbito deste projeto europeu, que foi implementado em Portugal por uma equipa da Universidade de Coimbra (UC), foram certificados 82 profissionais, nomeadamente psicólogos, médicos, enfermeiros, professores, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais.

As ações formativas centraram-se no ensino da metodologia Let’s Talk About Children, “uma intervenção psicossocial criada na Finlândia, pela psiquiatra Tytti Solantus, baseada na evidência, centrada na criança e na família, cujo objetivo principal é a promoção da saúde mental das crianças, bem como a prevenção da transmissão intergeracional de problemas de saúde mental”, contextualiza o docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e especialista em psiquiatria, Joaquim Cerejeira.

Estas formações procuraram promover, através de conversas estruturadas, “a compreensão, a quebra de estigmas e o reconhecimento dos pontos fortes das famílias, resultando em ganhos efetivos para as famílias”, explica o também coordenador do projeto em Portugal. Joaquim Cerejeira sublinha que a metodologia Let’s Talk About Children “foi desenvolvida para ajudar as famílias, profissionais da educação (educadores de infância e professores) e profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e psicólogos) a apoiar o bem-estar, a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças e jovens, em colaboração estreita uns com os outros”.

“Todas as famílias têm pontos fortes únicos, que os membros da família nem sempre reconhecem ou valorizam. A metodologia Let’s Talk About Children é um recurso que ajuda as famílias a identificar e a desenvolver os seus pontos fortes na vida quotidiana e a encontrar soluções para questões difíceis”, sublinha o docente da Universidade de Coimbra.

Desde o arranque em Portugal, em outubro de 2023, o projeto formou 16 grupos de profissionais, o que permitiu certificar, até ao momento, 82 profissionais de diversas áreas e instituições. Por exemplo, foram criados grupos de formação específicos, nomeadamente dois grupos de formação para profissionais da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, um grupo de formação para os profissionais do Agrupamento de Escolas Gardunha e Xisto, bem como grupos gerais que envolveram diversas instituições e profissionais de várias áreas, de diferentes regiões de Portugal continental e ilhas. Oito profissionais obtiveram igualmente a certificação de formadores na metodologia Let’s Talk About Children, para que este método possa continuar a ser implementado em Portugal.

O simpósio de encerramento vai contar com três mesas de discussão dedicadas a temáticas como a implementação da metodologia Let’s Talk About Children em Portugal, com o testemunho de profissionais que participaram na formação, a construção de serviços de saúde centrados na família e a saúde mental ao longo da vida. A estratégia europeia para a saúde mental vai estar também em destaque no evento, com uma intervenção gravada da eurodeputada Marta Temido.

“Depois de mais de dois anos de capacitação de profissionais, este simpósio é o momento ideal para partilhar os resultados do projeto e refletir sobre como a metodologia Let’s Talk About Children está a contribuir para a saúde mental das crianças em contextos vulneráveis e para a prevenção da transmissão intergeracional de problemas de saúde mental”, destaca Joaquim Cerejeira.

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