O Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) promove na quinta-feira, dia 22 de janeiro, no UC Exploratório – Centro de Ciência Viva da Universidade de Coimbra, o 2.º Encontro do Grupo de Estudos em Neuroimunologia e Encefalites (GENIE). O encontro tem início pelas 9h30 e é aberto à comunidade, mediante registo prévio, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Refletindo o crescente interesse científico e social na área das encefalites autoimunes, o evento regressa com uma dimensão alargada e pretende criar um espaço de apoio e diálogo, aproximando a investigação clínica da prática clínica e da experiência vivida pelos doentes.
Esta edição vai contar com uma novidade: uma sessão dedicada a testemunhos de pessoas afetadas pela encefalite autoimune, com a participação de doentes e cuidadores. Ao longo do dia, vão decorrer também outras atividades: uma mesa-redonda com especialistas nacionais, duas sessões de discussão, apresentações científicas sobre encefalites autoimunes e palestras de dois oradores internacionais – Harald Prüss, do Centro Alemão para as Doenças Neurodegenerativas, e Laura Mantoan, do King’s College London.
“O GENIE pretende chegar a cada vez mais doentes, familiares e outros elementos do público e integrá-los na associação, valorizando o seu contributo e envolvimento no conhecimento da doença”, explica a investigadora do CNC-UC e presidente do GENIE, Ester Coutinho.
Esta associação, criada por investigadores do CNC-UC, tem como missão contribuir para o avanço do conhecimento e para a sensibilização na área das encefalites autoimunes. É constituída por investigadores nas áreas das neurociências e da comunicação de ciência e por médicos de diversas especialidades clínicas.
As encefalites autoimunes são um conjunto de doenças que se caracterizam pela inflamação do tecido cerebral. Podem afetar pessoas de todas as idades, desde crianças a idosos. Resultam da conjugação de uma suscetibilidade genética com fatores ambientais, podendo ser desencadeadas por algumas infeções.
“É muito importante para investigadores e clínicos estar em contacto com a realidade de quem convive com as encefalites autoimunes, assim como com as famílias e cuidadores”, remata a presidente do GENIE.
