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Marinha Grande aprova estudo prévio para emissário submarino da ETAR do Coimbrão

Redação Central Press/
20/01/2026, 17h04
/
4 min
Rio Lis @CM Marinha Grande
Rio Lis @CM Marinha Grande

A Câmara Municipal da Marinha Grande aprovou por unanimidade, na reunião de 19 de janeiro de 2026, a proposta da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) para a aquisição de um estudo prévio com vista à construção de um emissário submarino associado à ETAR do Coimbrão, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

A decisão surge na sequência de problemas registados ao longo dos últimos anos na qualidade da água do rio Lis, em particular após o acidente ocorrido a 12 de agosto de 2025 na estação elevatória de Monte Real, que provocou uma descarga de emergência para o rio e levou à interdição da Praia da Vieira durante a época balnear.

Com esta deliberação, o Município dará conhecimento à CIMRL das condições e preocupações técnicas identificadas, mantendo um acompanhamento próximo de um processo considerado estruturante para a proteção ambiental, a saúde pública, a segurança balnear e a qualidade de vida da população.

De acordo com a informação técnica apresentada pela CIMRL e analisada pela Divisão de Ambiente, Alterações Climáticas e Sustentabilidade da autarquia, o emissário submarino é apontado como a solução técnica e ambientalmente mais adequada para assegurar o destino final dos efluentes tratados, garantindo maior proteção das águas costeiras, o cumprimento da legislação em vigor e a sustentabilidade ambiental.

A proposta agora aprovada contempla a realização de um estudo prévio que permitirá identificar as soluções técnicas mais adequadas para a construção da infraestrutura, avaliar os impactos ambientais e socioeconómicos e apoiar uma futura decisão sobre o lançamento de procedimentos para a conceção do projeto e execução da obra.

Segundo a informação disponível, o emissário submarino terá uma localização entre a Praia da Vieira e a Praia do Pedrógão, com uma extensão aproximada de 6 quilómetros em terra e 2,5 quilómetros em meio oceânico, prevendo-se a descarga dos efluentes através de um difusor, entre os 13 e os 17 metros de profundidade. O tratamento secundário dos efluentes continuará a ser assegurado pela ETAR do Coimbrão, em conformidade com a legislação nacional.

Apesar de reconhecer as vantagens da solução, nomeadamente o afastamento da descarga das zonas balneares, a Câmara Municipal sublinhou a necessidade de acautelar riscos ambientais e de saúde pública, tendo em conta a forte utilização humana da área e a presença de zonas classificadas da Rede Natura 2000, que incluem habitats sensíveis e espécies protegidas, como os cetáceos.

Nesse sentido, a autarquia determinou que sejam transmitidas à CIMRL várias preocupações técnicas, entre as quais a realização de um Estudo de Impacte Ambiental detalhado, com especial incidência nas áreas marinhas classificadas, a garantia de que a pluma de descarga não afeta as praias da região, a implementação de um plano rigoroso de monitorização da qualidade dos efluentes e do meio marinho recetor, bem como a definição de um programa regular de manutenção e inspeção da infraestrutura.

A Câmara Municipal da Marinha Grande reforçou ainda que, independentemente da opção que venha a ser tomada quanto à construção do emissário, é fundamental assegurar o bom funcionamento da ETAR do Coimbrão, bem como o reforço dos meios e dos custos de operação e manutenção, condições consideradas essenciais para minimizar riscos ambientais e garantir a eficácia de qualquer solução adotada.

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