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Luis Felipe Ortega regressa a Coimbra com exposição no Círculo de Artes Plásticas

Redação Central Press/
21/01/2026, 12h29
/
3 min
CAPC @CAPC
CAPC @CAPC

O Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) apresenta, de 24 de janeiro a 21 de março de 2026, a exposição "Corpos que são bordas: fronteiras", do artista mexicano Luis Felipe Ortega, um dos nomes de referência da arte contemporânea latino-americana. A inauguração está marcada para as 16h00, no Círculo Sereia, espaço situado na Casa Municipal da Cultura, no Parque de Santa Cruz, Jardim da Sereia, contando com a presença de Bruno Figueroa, embaixador do México em Portugal, entidade que apoia a realização da mostra, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

A exposição resulta de um projeto concebido especificamente para o Círculo, no qual Luis Felipe Ortega propõe uma ocupação espacial que interpela diretamente o corpo do visitante. O trabalho centra-se na forma como o olhar do público é mediado pelo corpo e na relação estabelecida com o espaço escultórico e arquitetónico, questionando os limites entre o dentro e o fora. Ao longo do percurso expositivo, são lançadas interrogações como o que se vê, o que permanece invisível e onde começam e terminam as fronteiras entre escultura e arquitetura.

A mostra ocupa as quatro galerias do Círculo Sereia. Nas três primeiras salas, o artista apresenta um conjunto de peças que exploram estas questões, privilegiando a experiência e a reflexão do visitante. A quarta galeria é dedicada à projeção de uma obra em vídeo, filmada no Amazonas em 2022 e concluída em 2025.

Luis Felipe Ortega nasceu na Cidade do México, em 1966, e é formado pela Faculdade de Filosofia e Letras da Universidad Nacional Autónoma de México. A sua obra estabelece diálogos entre literatura, cinema, filosofia, antropologia, música e artes visuais, materializando-se em ações, vídeos, desenhos, esculturas e instalações. O seu trabalho destaca-se pela tensão criada entre as obras e o corpo do espectador, bem como pela reflexão sobre a dimensão política da prática artística, explorando conceitos como horizonte, vazio e silêncio.

O artista representou o México na 56.ª Bienal de Veneza, em 2015, e participou em diversas bienais internacionais, incluindo Coimbra, em 2019, Praga, Tirana e Gwangju. O seu percurso inclui exposições em instituições de relevo na Europa e nas Américas, bem como uma atividade pedagógica regular em escolas e universidades no México.

A exposição assinala o regresso de Luis Felipe Ortega a Coimbra, onde participou na Bienal Anozero’19 com a obra Companhia (2019), apresentada no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. Com entrada livre, Corpos que são bordas: fronteiras pode ser visitada de terça-feira a sábado, encontrando-se encerrada aos feriados.

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