O Município de Alenquer requereu formalmente ao Governo Central a sua inclusão no conjunto de concelhos abrangidos pela declaração do Estado de Calamidade, na sequência dos danos provocados pelas condições meteorológicas adversas registadas nas últimas duas semanas. O pedido foi apresentado tendo em conta o impacto significativo dos fenómenos extremos que afetaram o território e condicionaram a vida das populações, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
De acordo com a autarquia, as tempestades Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo e Marta causaram prejuízos materiais avultados no concelho, obrigando ao deslocamento de 75 pessoas das suas habitações, por não estarem reunidas as condições de segurança para a sua permanência. Desde o final de janeiro, foram registados mais de 70 cortes de estradas, totais ou parciais, motivados por inundações ou abatimentos de terreno, bem como várias dezenas de ocorrências relacionadas com quedas de árvores, muros, deslizamentos de terras, sinais de trânsito e postes de iluminação e de comunicações.
A 1 de fevereiro, um Conselho de Ministros Extraordinário aprovou um conjunto de medidas excecionais de apoio a pessoas e empresas afetadas pelas intempéries em Portugal Continental. Atualmente, 68 municípios estão abrangidos por apoios à reconstrução de habitações próprias, empresas e culturas agrícolas, disponíveis através da plataforma "Apoios Calamidade". O Governo determinou ainda o prolongamento do Estado de Calamidade nos territórios já reconhecidos até ao próximo dia 15 de fevereiro.
No concelho de Alenquer, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil encontra-se ativado desde 3 de fevereiro em todas as 11 freguesias, devido ao risco de danos irreversíveis em pessoas, animais e bens. No terreno, mais de uma centena de operacionais de diversos agentes de Proteção Civil têm estado envolvidos diariamente nas operações de resposta, incluindo os Bombeiros Voluntários de Alenquer e da Merceana, a Guarda Nacional Republicana, a Polícia Municipal, o Serviço Municipal de Proteção Civil, a Cruz Vermelha, os serviços municipais de ação social, com o apoio das juntas de freguesia e da E-Redes.
A autarquia considera que a inclusão de Alenquer no Estado de Calamidade é fundamental para acelerar a resposta às necessidades das populações afetadas e garantir o acesso aos mecanismos de apoio já ativados a nível nacional.
