A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional (AMN) mantêm no terreno um dispositivo alargado de apoio às populações afetadas pelo agravamento das condições meteorológicas e pelas cheias que atingiram várias regiões do território nacional, na sequência da passagem de diferentes depressões em Portugal Continental, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Nas zonas mais afetadas, as equipas técnicas da Marinha realizaram um conjunto de intervenções consideradas de grande impacto para a população, com especial incidência no concelho de Leiria. Entre as ações desenvolvidas destacam-se a colocação de lonas na Unidade de Saúde de Milagres, a verificação e correção do variador de velocidade na instalação elétrica da Estação Elevatória de Água da Barosa e a realização da prova de funcionamento da válvula hidráulica da Estação Elevatória de Água de Donairia, contribuindo para a recuperação de infraestruturas essenciais ao apoio de milhares de pessoas.
Até ao momento, os meios da Marinha e da AMN, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), percorreram 4 123 quilómetros em ações de reconhecimento. No âmbito destas operações, foram efetuados o resgate de 263 pessoas com recurso a embarcações posicionadas para apoio imediato, a remoção de mais de 246 toneladas de detritos fluviais, a desobstrução de mais de 88 quilómetros de estradas e o auxílio a 51 embarcações no rio Guadiana.
Foram ainda reconhecidos mais de 89 quilómetros de infraestruturas elétricas através de sistemas aéreos não tripulados, apoiadas e reparadas mais de 84 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos, realizadas 108 ações de apoio a equipamentos de produção de energia e prestado auxílio a cerca de 100 animais.
A Marinha mantém atualmente 47 botes prontos e posicionados para apoio imediato às populações em zonas ribeirinhas com risco de cheias, distribuídos pelos rios Lis, Mondego, Tejo, Sorraia, Sado e Arade, em vários pontos do país.
No total, encontram-se empenhados cerca de 525 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, apoiados por 70 viaturas, 56 embarcações, quatro geradores, 17 drones e um helicóptero em prontidão. De acordo com a avaliação realizada em articulação com as autarquias, o dispositivo está a ser reforçado de forma gradual, em função da evolução da situação no terreno.
Em paralelo com este esforço operacional, a Marinha e a Autoridade Marítima Nacional asseguram que continuam a cumprir a sua missão permanente de vigilância, segurança e apoio, 24 horas por dia, 365 dias por ano.
