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Município da Sertã cancela Festival do Maranho e Romaria para reforçar reconstrução e apoio social

Redação Central Press/
10/02/2026, 20h05
/
3 min
Carlos Miranda, presidente da Câmara Municipal da Sertã @CM Sertã
Carlos Miranda, presidente da Câmara Municipal da Sertã @CM Sertã

O Município da Sertã anunciou o cancelamento, em 2026, do Festival de Gastronomia do Maranho e da Romaria a São Nuno de Santa Maria, na sequência da situação de calamidade que afetou o concelho. A decisão foi comunicada pelo presidente da Câmara Municipal, que justificou a medida com a necessidade de concentrar recursos financeiros na reconstrução do território, na proteção civil e no apoio às populações mais afetadas, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Segundo o autarca, o concelho enfrenta danos materiais consideráveis em pessoas e empresas, bem como um contexto de fragilidade social e económica que exige uma resposta imediata. “Temos um concelho para reconstruir”, sublinhou, acrescentando que, embora estejam previstas ajudas do Governo central, não existe ainda informação concreta sobre montantes ou prazos, o que obriga o município a recorrer a meios próprios para intervir de forma célere.

Na área da proteção civil, a autarquia destacou a degradação significativa da rede viária florestal, considerada essencial para a segurança do território, bem como a necessidade de reforçar equipamentos e meios de resposta. Paralelamente, no plano social, o município admite que, mesmo após o acionamento de seguros e apoios estatais, poderá ser necessário intervir diretamente em situações de maior vulnerabilidade.

Perante este cenário, o executivo municipal decidiu avançar com cortes significativos nas despesas correntes ao longo de 2026, canalizando verbas para as três prioridades definidas. Entre as medidas adotadas, o cancelamento dos dois eventos assume particular relevo.

O presidente da Câmara reconheceu a importância do Festival do Maranho e da Romaria de São Nuno de Santa Maria para o desenvolvimento económico e cultural do concelho, classificando-os como investimentos relevantes. Contudo, defendeu que, no contexto atual, a reconstrução, a segurança e o apoio às pessoas com maiores necessidades se sobrepõem a outras iniciativas.

A autarquia apelou à compreensão da população, sublinhando que “circunstâncias excecionais implicam medidas excecionais”, e manifestou a expectativa de que, com a união da comunidade e o apoio necessário, o concelho possa regressar mais forte em 2027.

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