O dique lateral do rio Mondego cedeu esta quarta-feira, dia 11 de fevereiro, na zona de Casais, na margem direita do rio junto à Autoestrada A1, levando ao corte da via e à interrupção do trânsito, no âmbito das medidas de segurança tomadas face ao agravamento das condições hidrológicas provocadas pela forte chuva que tem atingido a região centro.
A rutura do talude foi detetada após um período prolongado de precipitação intensa, que elevou significativamente o caudal do Mondego e aumentou a pressão sobre as estruturas de contenção das margens. As autoridades de Proteção Civil confirmaram que a água galgou o dique lateral, transbordando para zonas ribeirinhas e afetando áreas agrícolas e infraestruturas adjacentes, incluindo a proximidade da principal via de comunicação entre o norte e o sul do país.
A interrupção da A1 foi decidida para garantir a segurança dos utilizadores e permitir a intervenção de equipas técnicas da Proteção Civil, forças de segurança e entidades responsáveis pela infraestrutura rodoviária. No local foram implementados condicionamentos e desvios, com o trânsito a ser desviado para itinerários alternativos enquanto decorrem operações de avaliação e estabilização do terreno.
Além do impacto na circulação, a situação reforça as preocupações já manifestadas pelas autoridades sobre o risco significativo de rutura de diques ao longo do Mondego, entre Coimbra e a Figueira da Foz, numa extensão de cerca de 30 quilómetros que tem estado sob vigilância máxima e que motivou evacuações preventivas em várias comunidades ribeirinhas.
A Proteção Civil Nacional tem apelado à população para adotar precauções redobradas, evitar zonas inundadas e seguir as instruções dos serviços de emergência, sublinhando que os rios com escoamento rápido, como o Mondego e os seus afluentes, continuam a apresentar um potencial elevado de causar inundações e deslizamentos de terra.
Equipas especializadas mantêm-se no terreno a monitorizar a evolução do caudal e das margens, bem como a executar medidas de contenção e apoio às populações afetadas. Até ao momento não foram divulgados números de feridos relacionados diretamente com este episódio, mas os serviços de proteção civil continuam a acompanhar de perto a dinâmica do rio e as estradas mais expostas ao risco.
As autoridades meteorológicas preveem que o risco hidrológico se mantenha elevado nos próximos dias, agravado pela previsão de mais chuva intensa, reforçando a necessidade de vigilância constante e respostas de emergência adaptadas às condições em curso
