A edição de 2026 do Festival Internacional de Chocolate de Óbidos foi apresentada esta sexta-feira, 13 de fevereiro, na Biblioteca da Sociedade Nacional de Belas-Artes, em Lisboa, e decorrerá entre 6 e 22 de março, subordinada ao tema “Arte”. O evento, que vai na 22.ª edição, representa um investimento de 450 mil euros, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Sob curadoria do chef Francisco Siopa, executive pastry chef no Penha Longa Resort, o festival propõe uma celebração da expressão artística através do chocolate, explorando formas, texturas, cores e emoções inspiradas na História da Arte. Estão previstas mais de 80 apresentações, entre showcookings, concursos e demonstrações, distribuídas pelos palcos Smeg/Callebaut e Aveirotel/Pingo Doce, com a participação de chefs nacionais e internacionais, incluindo profissionais distinguidos com estrelas Michelin.
Entre os destaques está a exposição de Esculturas de Chocolate e a criação do Museu de Arte em Chocolate, que reunirá obras de referência internacional desenvolvidas em residência artística. Mantêm-se as Esculturas ao Vivo, nas quais chefs convidados transformam blocos de chocolate em peças artísticas perante o público.
A dimensão internacional reforça-se com a presença de produtores de cacau de diferentes continentes, incluindo representações da Costa do Marfim e do Equador, esta última através da marca Paccari, integrada na exposição sensorial “Ecossistema Cacau”.
O programa integra ainda experiências que cruzam o chocolate com outras artes. A fotografia será explorada através de uma técnica baseada na cianotipia com taninos de chocolate. A Enoteca reunirá vinho, literatura e música, enquanto a Casa da Mariquinhas combinará cocktails de ginja e chocolate com sonoridades de fado. Ateliers criativos, inspirados em artistas como Gaudí e Miró, performances no Palco Ritmos e intervenções de arte de rua completam a programação.
O recinto acolherá igualmente o Mercado de Chocolate, marcas e chocolatiers, bem como talentos emergentes de institutos formativos, reforçando a vertente profissional e pedagógica do evento.
Ricardo Duque, vice-presidente do Município de Óbidos, sublinhou que o festival integra uma estratégia cultural mais ampla do território, assumindo-se como projeto criativo que transforma o chocolate em experiência artística e narrativa coletiva. Destacou ainda o papel da empresa municipal Óbidos Criativa na afirmação dos eventos como instrumentos de política pública e desenvolvimento territorial.
Pedro Rodrigues, presidente do Conselho de Administração da Óbidos Criativa, salientou a valorização do setor, dos profissionais e das marcas envolvidas, bem como a criação de oportunidades para jovens estudantes que pretendem ingressar na área.
Para Francisco Siopa, o festival procura afirmar-se como referência internacional, formando públicos e elevando o chocolate a um patamar de expressão cultural e artística. O curador defendeu que o tema “Arte” marca uma posição clara: a de que o chocolate deve ocupar o mesmo lugar que outras formas de criação artística.
A sessão de lançamento terminou com um momento de degustação apresentado pelo restaurante Kabuki Lisboa, distinguido com uma estrela Michelin, acompanhado pelos vinhos de assinatura Joaquim Arnaud.
