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Cientistas descobrem novo papel das dinaminas na proteção do ADN e no combate ao envelhecimento

Redação Central Press/
20/02/2026, 10h46
/
3 min
Ciência @freepik
Ciência @freepik

Um estudo internacional liderado pelo Grupo de Envelhecimento do Cérebro do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento, da Universidade de Coimbra, identificou uma nova função das dinaminas, uma família de proteínas já conhecida pelo seu papel no interior das células. A investigação foi publicada na revista Nature Communications, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Até agora, as dinaminas eram sobretudo conhecidas por funcionarem como “pinças” moleculares, ajudando a separar pequenas estruturas da membrana celular. No entanto, a equipa descobriu que estas proteínas também são essenciais para proteger o núcleo da célula e manter estável o genoma, o conjunto completo do ADN.

O núcleo funciona como o centro de comando da célula. É aí que o ADN está guardado e protegido. Para que a célula funcione corretamente, o núcleo precisa de manter a sua forma, proteger a sua membrana e reparar danos no ADN. Quando estes processos falham, aumentam os riscos associados ao envelhecimento e a várias doenças.

Segundo a investigadora Célia Aveleira, do MIA-Portugal, as experiências mostraram que células sem dinaminas apresentam alterações profundas no núcleo. “Quando estas proteínas estão ausentes, a estrutura do núcleo torna-se irregular, os sistemas de reparação do ADN deixam de funcionar corretamente e o ADN danificado acumula-se na célula”, explica a cientista, que é a primeira autora do estudo.

Células com dinaminas e células sem dinaminas @UC

A investigação revelou ainda que as dinaminas trabalham em conjunto com estruturas internas da célula chamadas microtúbulos, que funcionam como uma espécie de “esqueleto” e rede de transporte celular. Essa colaboração ajuda a manter a estabilidade do núcleo e a proteger o ADN.

Para a investigadora principal do grupo, Ira Milosevic, que também é investigadora da Universidade de Oxford, esta descoberta ajuda a compreender melhor como o envelhecimento acontece ao nível das células. “Ao identificar as dinaminas como reguladoras da integridade do núcleo e da estabilidade do genoma, abrimos novas perspetivas para perceber os mecanismos que previnem doenças relacionadas com a idade”, afirma.

As conclusões do estudo podem ter impacto na investigação sobre doenças associadas à instabilidade do ADN, como doenças neurodegenerativas e cancro.

Além do MIA-Portugal e da Universidade de Oxford, participaram também investigadores da Universidade de Sheffield, da Universidade Tecnológica de Nanyang e da Universidade Estadual da Pensilvânia.

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