O Município da Covilhã desativou o plano municipal de emergência de proteção civil que estava em vigor desde 28 de janeiro, na sequência das tempestades que afetaram o concelho. Apesar da decisão, a autarquia anunciou a criação de uma equipa de acompanhamento pós-emergência para continuar a apoiar as populações lesadas, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O plano tinha sido acionado para reforçar a capacidade de resposta, a articulação de meios e o acompanhamento das situações críticas registadas, num período em que o Governo declarou situação de calamidade em vários concelhos, incluindo a Covilhã.
A desativação foi aprovada esta quarta-feira, sob proposta do presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, em reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, após análise da evolução das ocorrências.
Entre 25 de janeiro e 18 de fevereiro foram registadas 122 ocorrências no concelho, maioritariamente quedas de árvores, estruturas e muros, inundações, abatimentos de pavimento e movimentos de massas e taludes. Entre os casos considerados mais preocupantes estiveram o deslizamento de inertes das Minas da Panasqueira para a ribeira de Cebola, a queda de um talude em Casal da Serra e o abatimento do piso no eixo TCT.
Por precaução, mantém-se suspensa a captação de água na ribeira de Cebola, embora, segundo o autarca, não existam indícios de contaminação.
Ao nível da rede viária, continuam encerradas a Rua da Grila, que liga o Teixoso à Vila do Carvalho, a Rua Comendador Mendes Veiga, devido ao risco de desabamento de edifícios, e o eixo TCT na zona do Refúgio. Estão ainda condicionados o Caminho Municipal 1406, em Casal de Santa Teresinha, e a estrada municipal entre Vales do Rio e Peso.
Durante a sessão pública do executivo, Hélio Fazendeiro apresentou um voto de louvor aos serviços municipais, agentes de proteção civil, GNR, PSP, bombeiros e juntas de freguesia, destacando o papel desempenhado na resposta às ocorrências e no apoio às populações.
