A Assembleia Municipal da Batalha reuniu ontem, 19 de fevereiro, em sessão ordinária, na qual foram apresentados o Relatório de Resposta e Recuperação à Tempestade Kristin e a Avaliação do Cumprimento do Plano Municipal de Emergência, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Perante um fenómeno meteorológico de caráter excecional, que motivou a declaração de situação de calamidade a partir de 28 de janeiro, foi detalhada a atuação do Município da Batalha nas diferentes fases da emergência. Entre as medidas destacadas estiveram a ativação imediata do Plano Municipal de Emergência, o funcionamento permanente da Comissão Municipal de Proteção Civil, a mobilização integral dos meios disponíveis e a coordenação contínua entre várias entidades.
No terreno, estiveram envolvidos os Bombeiros, a GNR, os serviços municipais, entidades de saúde, Forças Armadas, empresas, associações e voluntários, numa operação articulada que visou a estabilização do território e o apoio às populações afetadas.
A avaliação técnica concluiu que todas as medidas previstas no Plano foram cumpridas, tendo a resposta municipal, nomeadamente ao nível da comunicação pública e da mobilização comunitária, superado os procedimentos inicialmente definidos.
No final da sessão, a Assembleia Municipal aprovou um voto de louvor dirigido a todas as instituições, forças de segurança, câmara municipal, juntas de freguesia, proteção civil, militares, voluntários e cidadãos que participaram na resposta à tempestade, reconhecendo a atuação solidária e empenhada demonstrada durante a catástrofe.
Durante os trabalhos, foi ainda feito um alerta para o forte agravamento da situação financeira do Município, decorrente do impacto da tempestade e dos encargos associados às operações de emergência e recuperação.
O Município iniciou o novo ciclo autárquico com 23.567.864,79 € em compromissos plurianuais assumidos, um aumento superior a 14,8 milhões de euros (+269%) face ao início do ciclo anterior (8,7 milhões de euros em 2021).
A Tempestade Kristin veio agravar esta realidade, introduzindo encargos extraordinários com operações de emergência, mobilização de meios, reposição de infraestruturas, reparação de equipamentos municipais e apoio social às populações afetadas. Segundo os últimos dados apurados, os prejuízos municipais já ultrapassam os 10 milhões de euros, sendo que o valor deverá aumentar com a continuação dos trabalhos de avaliação em curso.
Esta conjugação de uma herança financeira pesada com um evento de calamidade coloca o Município perante uma pressão orçamental sem precedentes, exigindo rigor absoluto na gestão, redefinição de prioridades e uma estratégia firme de contenção e reprogramação de investimentos.
A Assembleia Municipal destacou, contudo, que a resposta demonstrou liderança, coordenação institucional e forte coesão comunitária, assumindo-se agora o compromisso de avançar para uma fase de reconstrução responsável e sustentável.
