loading

- Publicidade -

Tempestades colocam orçamento de 2026 de Góis sob forte pressão

Redação Central Press/
20/02/2026, 17h22
/
3 min
Estragos das tempestades em Góis @CM Góis
Estragos das tempestades em Góis @CM Góis

O presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, manifestou preocupação com o impacto financeiro e operacional provocado pelas tempestades Kristin, Leonardo e Marta, que atingiram severamente o concelho nas últimas semanas, condicionando a execução orçamental prevista para 2026, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Os episódios de vento forte e precipitação intensa e prolongada originaram deslizamentos de terras, ruturas de pavimento e quedas de árvores, com cortes e condicionamentos em várias vias do território.

A situação mais crítica verifica-se na EN 342, que liga Góis a Arganil, atualmente interdita devido à rutura do pavimento. Trata-se de uma via estruturante para a mobilidade diária de munícipes, empresários e estudantes, além de assegurar o acesso à Unidade de Saúde de Arganil em situações de emergência. A mesma estrada, no acesso à Lousã, tem registado derrocadas e quedas de árvores, agravadas pela fragilidade resultante do incêndio de agosto de 2025.

Também na Estrada Nacional 2, na freguesia de Vila Nova do Ceira, na localidade de Caracol, ocorreu a rutura parcial do pavimento, exigindo reparação urgente.

A autarquia aguarda que a Infraestruturas de Portugal priorize a reabilitação da EN 342, recordando que tem vindo, há vários anos, a alertar a entidade e o Ministério das Infraestruturas e Habitação para a necessidade de intervenção.

Paralelamente, encontram-se em curso o levantamento e a avaliação dos prejuízos, que incluem danos em património municipal, edifícios e infraestruturas. Nos açudes do rio Ceira são já visíveis sinais de erosão e estragos nas margens da Praia Fluvial da Peneda, estando os prejuízos ainda em apuramento.

Embora não exista ainda uma estimativa global dos custos, o Município admite um impacto significativamente negativo nas contas públicas. Os recursos técnicos e equipamentos disponíveis são limitados, sendo previsível o recurso à contratação externa, o que poderá prolongar prazos de intervenção.

Para 2026 estavam programadas várias empreitadas, incluindo intervenções nos açudes do Linteiro e na Ponte sobre o rio Sótão, bem como ações de manutenção da rede viária e de arruamentos. A estas obras acrescem agora reparações urgentes decorrentes das tempestades, nomeadamente a recuperação de açudes danificados, como o da Peneda, e a avaliação das condições de segurança das pontes do concelho.

A reabilitação de edifícios municipais é igualmente considerada prioritária, de forma a garantir a continuidade do seu funcionamento. Neste contexto, a principal preocupação da autarquia prende-se com a capacidade de executar, em simultâneo, os investimentos já previstos para 2026 e as intervenções emergentes, num quadro de orçamento limitado, recursos escassos e exigências acrescidas num curto espaço de tempo.

- Publicidade -

()Comentários

Comentários desabilitados

Os comentários para este artigo estão desabilitados.

Outros artigos em undefined

loading

- Publicidade -

Artigos de Opinião

loading