A Região Metropolitana de Coimbra (RMCoimbra) assegurou comunicações via satélite nos 19 municípios do território durante a passagem da Depressão Kristin, na sequência de um investimento estratégico financiado pelo Portugal 2030 (PT2030), no âmbito de uma candidatura dedicada à área da Proteção Civil, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A necessidade de reforçar a resiliência das comunicações já havia sido identificada após a tempestade Leslie, que expôs vulnerabilidades nas redes convencionais. Com os investimentos territoriais integrados previstos no PT2030, foi agora possível dotar a região de sistemas alternativos capazes de assegurar a continuidade das operações em cenário de catástrofe.
Perante a aproximação da Depressão Kristin e o risco elevado de falhas nas infraestruturas de telecomunicações, a RMCoimbra, em articulação com os municípios, decidiu antecipar a entrega de 19 equipamentos de comunicação por satélite. O objetivo passou por garantir que os Centros de Coordenação Operacional Municipais mantivessem capacidade de comunicação ininterrupta, mesmo em caso de colapso das redes tradicionais.
A operação foi alargada para além das sedes de concelho, com especial atenção às zonas mais vulneráveis. Face ao risco de isolamento de aldeias devido a cheias e cortes de acessos rodoviários, alguns municípios receberam terminais adicionais, assegurando ligação direta aos centros de operações e a manutenção das comunicações em contexto adverso.
“Com este investimento, a Região Metropolitana de Coimbra foi dos únicos territórios afetados pela Tempestade Kristin que não necessitou de ajuda externa para garantir a existência de rede de internet via satélite, o que representa um sinal de resiliência e autonomia em momentos críticos”, afirmou a presidente da RMCoimbra, Helena Teodósio.
Segundo a entidade intermunicipal, este investimento constitui um passo relevante na modernização da Proteção Civil regional, recorrendo a tecnologia de ponta para mitigar os efeitos de acidentes graves e catástrofes.
Numa segunda fase, os equipamentos serão também disponibilizados aos corpos de bombeiros da Região Metropolitana de Coimbra, reforçando a rede de comunicações de emergência em todo o território.
