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UC testa tratamento inovador e não farmacológico para depressão na gravidez e pós-parto

Redação Central Press/
24/02/2026, 12h56
/
2 min
Universidade de Coimbra @Paulo Amaral
Universidade de Coimbra @Paulo Amaral

Uma equipa de investigação liderada pela Universidade de Coimbra está a estudar, pela primeira vez em Portugal, a viabilidade e aceitabilidade de um tratamento não invasivo e sem recurso a medicamentos para a depressão na gravidez e no pós-parto, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

A intervenção combina estimulação elétrica transcraniana de baixa intensidade (tDCS) com uma abordagem psicológica cognitivo-comportamental suportada por aplicação móvel. O tratamento será disponibilizado na Unidade Local de Saúde de Coimbra, concretamente na Maternidade Bissaya Barreto.

Com duração de dez semanas, o programa prevê, numa fase inicial, cinco sessões semanais durante três semanas, seguidas de três sessões por semana nas sete semanas seguintes. Cada sessão inclui 30 minutos de estimulação cerebral associados a exercícios integrados numa intervenção psicológica breve.

Segundo a investigadora Ana Ganho Ávila, docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da UC e investigadora do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC), a técnica é segura, indolor e permite modular a atividade neuronal, promovendo melhorias no estado emocional e cognitivo.

O tratamento já foi testado no Reino Unido com resultados considerados encorajadores. Em Portugal, após um estudo preliminar de aceitabilidade junto de mulheres com experiência de depressão perinatal e profissionais de saúde, está agora a ser implementado num estudo observacional que envolve 40 mulheres grávidas ou no período pós-parto.

A equipa integra investigadores da Faculdade de Psicologia e da Faculdade de Medicina da UC, bem como profissionais da ULS de Coimbra nas áreas de psiquiatria, psicologia clínica e saúde materna. O projeto decorre no âmbito da iniciativa 4MUMs.

O presidente do Conselho de Administração da ULS de Coimbra, Francisco Maio Matos, sublinha que a iniciativa reforça a resposta à saúde mental materna e consolida a articulação entre a ULS e o ecossistema académico, permitindo disponibilizar às utentes uma alternativa inovadora e segura, complementar ou substituta da medicação antidepressiva.

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