O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) vai iniciar, em março, uma Pós-Graduação Executiva em Inovação e Propriedade Intelectual destinada a empresários, investigadores, técnicos da Administração Local e responsáveis de associações empresariais. A iniciativa surge para colmatar a falta de competências na região do interior do país em registo de patentes, proteção de métodos de fabrico e defesa de logomarcas de autarquias, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O curso, promovido em parceria com a consultora portuguesa Inventa, tem como objetivo capacitar os participantes para transformar ideias e projetos inovadores em ativos protegidos legalmente e com valor económico. Entre os conteúdos abordados estarão o registo de marcas e patentes, design industrial, estratégias de financiamento da inovação, contabilização de ativos intangíveis e contratação pública de Investigação & Desenvolvimento.
“A escassez de competências em propriedade intelectual é um obstáculo sério ao desenvolvimento empresarial e da administração local no interior do país”, afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG. Paulo Tolda, administrador do Politécnico, acrescenta que a formação abordará todo o ciclo da inovação, desde a ideação até à proteção e valorização económica do produto.
O curso terá formato híbrido, combinando sessões online e presenciais, e funcionará em regime pós-laboral, permitindo a participação de profissionais em atividade. A ação incluirá ainda investigadores e empreendedores das startups da Incubadora Desnuclearizada do IPG, com polos na Guarda, Mêda, Seia, São João da Pesqueira, Vouzela e São Pedro do Sul.
Segundo o IPG, a formação visa interligar ciência, tecnologia e mercado, preparando gestores e técnicos para liderarem processos de inovação em empresas, centros de investigação e autarquias, promovendo o impacto económico e social do conhecimento produzido na região.
