A Câmara Municipal de Águeda realizou hoje, dia 24 de fevereiro, uma reunião de trabalho com o professor Saldanha Matos, especialista em hidráulica e recursos hídricos, com o objetivo de dar início a uma primeira abordagem técnica sobre as soluções a adotar na margem esquerda do Rio Águeda, onde continuam a verificar-se situações de inundação, nomeadamente em campos agrícolas, na zona do Sardão e em algumas áreas habitacionais, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Esta reunião enquadra-se na estratégia municipal de mitigação do risco de cheias e surge na sequência dos resultados alcançados com o Plano Geral de Drenagem implementado na margem direita da cidade e que também foi “desenhado” pelo especialista responsável pela Hidra, Hidráulica e Ambiente Lda.
As recentes cheias que afetaram várias regiões do país constituíram um teste exigente às infraestruturas existentes em Águeda (compostas por duas estações elevatórias, centrais de bombagem, muros e válvulas). O sistema de drenagem e proteção instalado na margem direita revelou-se plenamente operacional, garantindo a proteção do centro urbano, assegurando a continuidade da atividade comercial e proporcionando maior tranquilidade à população.
“O que aconteceu nas últimas cheias demonstrou, de forma clara, que o investimento realizado na margem direita foi decisivo. O sistema funcionou, protegeu o centro da cidade e permitiu que o comércio mantivesse a sua atividade sem interrupções”, afirmou Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda.
O edil sublinhou ainda que o desafio agora é completar esta estratégia. “Temos hoje a prova de que o caminho seguido foi o correto. Mas o problema das cheias é sistémico e exige uma resposta integrada para que Águeda fique resolvida no que diz respeito ao risco de cheias”, declarou.
A intervenção na margem esquerda deverá seguir uma lógica semelhante à adotada na margem direita, adaptando as soluções técnicas às especificidades do território, de forma a mitigar o impacto das inundações nas zonas agrícolas, na zona do Sardão e nas áreas habitacionais mais vulneráveis.
“Não podemos ficar satisfeitos enquanto houver zonas expostas a este risco. Tal como fizemos na margem direita, queremos estudar, planear e executar soluções estruturais que garantam segurança às pessoas, às atividades económicas e ao território como um todo”, acrescentou Jorge Almeida.
A reunião de hoje marca o início de um novo ciclo de trabalho técnico e estratégico, com vista à definição das melhores soluções para assegurar uma resposta estrutural e ampla ao problema das cheias em Águeda.
