A Casa da Escrita, em Coimbra, inicia em 2026 um novo ciclo na estratégia cultural do município, com uma programação orientada para o pensamento, as artes e as letras. A apresentação do programa do primeiro semestre foi feita pela vereadora da Cultura, Margarida Mendes Silva, que destacou o regresso do equipamento à sua vocação original enquanto espaço de reflexão, criação e partilha de conhecimento, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A nova programação organiza-se em seis eixos: Programa Expositivo, Programação Literária, Tertúlias do Pensamento, Literatura nas Artes, Performance Poética e Oficinas e Mediação, e conta com a curadoria de Cristina Robalo Cordeiro, João Gobern e da Associação Cultural e Artística Grande Coisa!, entre outros parceiros.
Entre os destaques estão uma exposição sobre livros censurados, em coprodução com a Ephemera – Associação Cultural, iniciativas evocativas dos centenários de autores como Camilo Pessanha, Herberto Helder, José Cardoso Pires, Augusto Abelaira e Luís de Camões, bem como ciclos de conversas dedicados à literatura, à filosofia e à música. O programa integra ainda debates inspirados no legado de Eduardo Lourenço, oficinas de escrita e sessões performativas de poesia com periodicidade mensal.
Associada a uma nova identidade visual, esta reorientação cultural pretende reconquistar públicos e afirmar a Casa da Escrita como espaço central da vida cultural da cidade, com uma oferta diversificada dirigida a diferentes gerações e interesses.
