Um dos mandatários da candidatura eleita para a gestão da Comissão de Melhoramentos de Esmoriz, em novembro de 2025, anunciou o afastamento das funções, alegando impedimento no exercício do cargo e denunciando alegadas irregularidades na condução da instituição, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Na comunicação tornada pública, o dirigente, que integrou a candidatura juntamente com João Cruz, refere que o projeto assumido visava retirar a Comissão da inércia dos últimos anos e revitalizar os seus órgãos de comunicação, incluindo jornal, rádio, site e redes sociais.
Segundo o próprio, dois meses após a eleição foi impedido de exercer as funções para as quais foi escolhido, descrevendo a situação como resultado de “choques pessoais e de visões”, bem como de divergências relacionadas com a correção de procedimentos e cumprimento de regras legais e estatutárias.
Apesar do afastamento, o responsável afirma ter já observado “algumas mudanças positivas” ao nível do jornal e das plataformas digitais, reconhecendo maior complexidade no caso da rádio. Ainda assim, declara declinar qualquer responsabilidade sobre decisões, aquisições, acordos ou opções estruturais tomadas pela direção, sublinhando que o seu acesso à gestão da instituição se encontra, segundo afirma, bloqueado de forma irregular.
O ex-mandatário sustenta que a atual situação da Comissão de Melhoramentos de Esmoriz não cumpre integralmente os estatutos nem alguns preceitos legais, responsabilizando os seis diretores em funções e os restantes órgãos sociais pela condução da entidade.
Na mesma nota, assume a responsabilidade pelo “falhanço da proposta” que apresentou aos associados, pedindo desculpa pela situação criada. Ainda assim, garante que continuará a agir no sentido de assegurar o cumprimento das regras e da legalidade, salvaguardando o bom nome da instituição e dos seus fundadores.
