O Museu da Covilhã inaugura no próximo dia 4 de março, às 16h00, a segunda fase da exposição comemorativa do 125.º aniversário do nascimento de Eduardo Malta (1900-1967). A mostra, intitulada “Eduardo Malta. 125.º Aniversário Comemorativo do seu Nascimento. Olhares que contam histórias”, estará patente até 28 de junho, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Promovida pelo Município da Covilhã, através do museu municipal, em parceria com a MOOSTRA - Organização de Eventos Culturais, a iniciativa tem curadoria de António Vaz e Paula Sofia Vaz e estrutura-se em três momentos distintos, ao longo de um ano de programação.
A primeira fase, patente entre 28 de outubro de 2025 e 28 de fevereiro de 2026, destacou a vertente mais observacional da obra do artista covilhanense, marcada por uma técnica apurada e por uma abordagem de matriz realista, evidenciando rigor formal e domínio técnico.
A segunda etapa, agora inaugurada, propõe uma leitura ampliada do percurso de Eduardo Malta, explorando a dimensão experimental da sua produção e a abertura a diferentes linguagens plásticas. Estão reunidas obras que revelam influências de correntes menos associadas ao artista, como o surrealismo e o abstracionismo geométrico. Esta fase integra ainda um vasto acervo bibliográfico e de ilustração, área que hoje se inscreve no campo do design gráfico, sublinhando a versatilidade e abrangência da sua criação artística.
A terceira e última parte da exposição decorrerá entre 4 de julho e 28 de outubro de 2026, sob o mote de um “Olhar” sobre a vida e o legado do pintor, incluindo também trabalhos de artistas contemporâneos da cidade.
Ao longo do ciclo expositivo serão apresentadas obras provenientes de várias instituições nacionais, entre as quais o Museu da Guarda, o Museu Marítimo de Ílhavo, o Museu de São Roque, o Museu do Caramulo, a Casa Museu Amália Rodrigues, o Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Novo Banco Cultura, além de peças inéditas oriundas de coleções particulares.
A exposição reúne óleos sobre tela, desenhos a grafite, carvão e pastel, bem como obras bibliográficas da autoria de Eduardo Malta, oferecendo uma visão abrangente do contributo de um dos mais relevantes retratistas portugueses do século XX para a História da Arte em Portugal.
