O Município da Marinha Grande promoveu, esta quarta-feira, 25 de fevereiro, uma reunião com cerca de 40 comerciantes e concessionários das praias balneares do concelho. O encontro realizou-se no Cine-Teatro Actor Álvaro, em Vieira de Leiria, e teve como objetivo avaliar os impactos recentes da depressão Kristin e planear a recuperação das zonas afetadas, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A sessão contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Paulo Vicente, da chefe de gabinete, Helena Godinho, e de várias técnicas municipais, que prestaram informações sobre o ponto de situação da recuperação das áreas balneares e acompanharam diretamente as preocupações dos operadores económicos.
A reunião surge na sequência da destruição provocada pela depressão Kristin, que atingiu de forma intensa o concelho da Marinha Grande, deixando prejuízos significativos em infraestruturas, equipamentos e atividades económicas, particularmente na Praia da Vieira e em São Pedro de Moel.
Entre os principais objetivos do encontro estiveram a avaliação das necessidades após os danos registados, a recolha de contributos dos comerciantes e concessionários, o planeamento da recuperação e preparação da próxima época balnear, bem como o alinhamento de procedimentos relacionados com ocupação do espaço, licenciamento, segurança e reforço da resiliência costeira.
Durante a sessão, Paulo Vicente sublinhou que “é fundamental garantir que a época balnear não esteja em risco”, adiantando que o Município está a solicitar apoio junto da Estrutura de Missão para responder à dimensão dos estragos. O autarca garantiu ainda que serão promovidas reuniões regulares para acompanhar a recuperação das praias, mantido o contacto com o Governo para assegurar intervenções rápidas e eficazes, e prestado apoio aos comerciantes e concessionários nos processos administrativos necessários.
Os operadores económicos presentes manifestaram preocupação com a inexistência de seguros adequados para eventos desta natureza na orla costeira e com a necessidade de maior celeridade nos processos de licenciamento por parte das várias entidades envolvidas, de modo a permitir a rápida recuperação das estruturas afetadas.
