A Associação Académica de Coimbra (AAC) aprovou esta terça-feira, 25 de fevereiro, em Assembleia Magna realizada no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, o seu posicionamento global perante o partido CHEGA, determinando a exclusão do partido das atividades e iniciativas da estrutura estudantil, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A proposta foi aprovada por larga maioria, com 273 votos a favor, 3 votos contra e 30 abstenções, segundo informou a Direção-Geral da AAC em comunicado. A deliberação estabelece a exclusão do CHEGA de visitas ao Edifício-Sede da associação, em contexto eleitoral, político, institucional ou em outras situações extraordinárias.
O posicionamento aprovado determina ainda a exclusão incondicional do partido de eventos ou iniciativas de natureza cívica, social, económica, mediática ou política promovidas pelos órgãos centrais, intermédios e demais estruturas da AAC.
No documento agora ratificado, a Direção-Geral enquadra a decisão à luz do percurso recente da associação e da evolução política do partido, sustentando uma “incompatibilidade moral e estatutária” com os princípios consignados nos estatutos da AAC, nomeadamente no que respeita à igualdade, à promoção dos direitos humanos e à defesa dos valores democráticos.
O texto recorda anteriores tomadas de posição da Academia, designadamente em 2021 e 2023, e contextualiza o crescimento eleitoral do CHEGA nos últimos anos, defendendo que a atual conjuntura política exige uma clarificação formal e vinculativa da posição institucional da associação.
A Direção-Geral reafirma, no documento, o compromisso da AAC com “uma Academia inclusiva, plural e assente nos princípios da liberdade, igualdade e solidariedade”, sublinhando o papel histórico da instituição e dos estudantes na defesa da democracia em Portugal. A deliberação agora aprovada vincula os órgãos e estruturas da associação, podendo a sua violação configurar incumprimento estatutário.
