O Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), estrutura da Universidade de Coimbra, é um dos 42 espaços da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) que vão renovar o financiamento público para o período de 2026 a 2029, no âmbito da 3.ª edição do concurso promovido pela Direção-Geral das Artes (DGArtes), de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A decisão do júri integra o apoio à programação com o objetivo de combater assimetrias regionais no acesso à cultura. No total, a DGArtes vai distribuir 23,3 milhões de euros pelos 42 espaços contemplados para o quadriénio 2026-2029. Desses, 35 já tinham sido apoiados na primeira edição do concurso e sete são novas estruturas agora incluídas.
O TAGV, que integrou o grupo inicial de 50 equipamentos e entidades culturais que passaram a fazer parte da Rede em 2021, com financiamento assegurado a partir de 2022, vê assim renovado o apoio atribuído pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto. Para o próximo ciclo de programação, o teatro receberá 600 mil euros.
A candidatura apresentada pelo TAGV, intitulada “Futuros Possíveis: Reimaginar o Teatro na Praça”, foi classificada em 8.º lugar na avaliação geral. O projeto é descrito como um “laboratório vivo”, centrado na imaginação política coletiva aplicada à criação artística, ao desenvolvimento de redes e parcerias, ao acolhimento de artistas emergentes e locais, à mediação cultural, ao cinema e às residências artísticas.
Segundo a apreciação do júri, a programação proposta equilibra nomes consolidados com vozes emergentes, abordando temas contemporâneos como a memória colonial, a crise da habitação e a ecologia política. Foram ainda destacadas as relações estreitas com a academia e o tecido cultural local, bem como a transversalidade das ações de mediação e o investimento em coproduções.
A região Centro concentra o maior número de propostas de reforço de apoio. A comissão de apreciação registou, com base na comparação com ciclos anteriores, uma tendência de melhoria qualitativa das candidaturas e uma evolução sustentada ao longo dos quatro anos de implementação deste modelo de financiamento.
Além do TAGV, constam igualmente da lista de apoios duas estruturas de Coimbra: O Teatrão e A Escola da Noite.
