Investigadores da Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra (ESEUC) estão a estudar os benefícios da Equipa de Acesso Vascular da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, comparando o modelo especializado com os cuidados convencionais prestados em serviços hospitalares, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O projeto analisa os resultados clínicos, a experiência do utente e a relação custo-consequência associada aos cuidados prestados por esta equipa, criada na Unidade de Cuidados Intermédios Médicos (UCIM) da ULS. A equipa atua de forma estruturada e diferenciada no apoio a pessoas com necessidades complexas na obtenção e manutenção de acessos vasculares.
Segundo Paulo Santos Costa, professor e investigador da ESEUC e coordenador do projeto The VAST-P – Evaluating the Clinical, Experiential, and Economic Impact of a Vascular Access Specialist Team in a Portuguese Local Health Unit, "um número elevado de países, como Espanha, Reino Unido, Canadá, Austrália, Estados Unidos e Itália, já dispõe há vários anos de equipas de Acesso Vascular integradas nos seus sistemas de saúde".
Estas equipas são reconhecidas por aumentar a segurança clínica, melhorar a experiência dos utentes e otimizar o uso de recursos, desde o consumo de materiais até ao tempo dos profissionais. A sua principal função é apoiar os serviços de saúde na avaliação de situações complexas, selecionando o dispositivo vascular mais adequado e intervindo em casos difíceis, reduzindo múltiplas tentativas de punção e complicações associadas.
Além da intervenção direta, a equipa também assegura a formação de profissionais e desenvolve investigação na área dos acessos vasculares.
O projeto The VAST-P é um dos quatro projetos de investigação clínica em cocriação entre ESEUC e ULS de Coimbra, distinguido no início do ano com um prémio de 10 mil euros. A equipa inclui investigadores como Eulália Ribeiro, Ana Rita Santos, Cláudio Cruz, Daniel António, Nelson Figueiredo, Raquel Guedes, Diana Santos, Anabela Salgueiro Oliveira, João Graveto, Pedro Parreira e Teresa Neves.
Com duração prevista de 18 meses, os resultados do estudo deverão ser divulgados em 2027, num evento aberto a profissionais da ULS de Coimbra, acompanhado de sessões de formação específicas sobre acessos vasculares.
