O Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB) recebe, entre 26 de fevereiro e 1 de março de 2026, o espetáculo “Ti Chitas, a voz que é uma montanha”, uma criação de Teresa Gentil com direção musical do maestro Pedro Castro, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A obra cruza a sonoridade da Orquestra Barroca D’Aquém Mar com o legado de Catarina Chitas (1913-2003), figura marcante da cultura popular portuguesa, natural de Penha Garcia, no concelho de Idanha-a-Nova. Conhecida como “Ti Chitas”, destacou-se como guardiã da tradição oral, tocadora de adufe e improvisadora, tendo despertado o interesse de investigadores como Michel Giacometti.
O espetáculo parte da canção autobiográfica “Toda a vida fui pastora” para retratar o percurso de vida de Catarina Chitas, que aprendeu a ler aos 50 anos e fez da música um espaço de resistência e transmissão de saberes num contexto marcado pela dureza do trabalho rural. A produção procura refletir sobre o papel das práticas orais e da música enquanto expressão identitária e forma de superação.
Com duração de 50 minutos, a apresentação é seguida de uma conversa com o público, centrada em temas como ecologia humana, tradição oral e memória do Portugal rural.
“Ti Chitas, a voz que é uma montanha” é uma coprodução do Centro Cultural Raiano, do CCB/Fábrica das Artes, da Associação Questão Repetida, da Prolífica e do Centro Cultural de Lagos. A parceria com o Centro Cultural Raiano sublinha a valorização das expressões culturais do interior do país em palcos nacionais.
Após a apresentação no CCB, o espetáculo deverá subir ao palco do Centro Cultural Raiano, em data a anunciar. A produção integra o programa CCR 30, com apoio da DGArtes/RTCP.
