Militantes, simpatizantes e dirigentes locais e distritais do Partido Socialista reuniram-se na passada quinta-feira, 26 de fevereiro, na Casa do Povo de Condeixa, num plenário promovido pela Federação Distrital de Coimbra do partido, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A sessão ficou marcada pela participação dos presentes e por intervenções centradas na reorganização interna e na estratégia política para o concelho de Condeixa-a-Nova.
João Portugal, presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, destacou o trabalho desenvolvido pelos socialistas no concelho, considerando que, “num contexto adverso e tumultuoso”, os resultados eleitorais não refletiram “o valor dos candidatos, do Partido e da obra realizada”.
Carlos Manaia, presidente da Comissão Administrativa de Condeixa, sublinhou que a nova estrutura surgiu como resposta à necessidade de assegurar a continuidade política do partido no concelho. Segundo afirmou, mais do que um órgão transitório, pretende ser “um ponto de partida para a renovação do PS Condeixa”.
Também presente no plenário, António Figueiredo, candidato socialista à autarquia, defendeu como prioridade a constituição da próxima concelhia e comissão política, apontando a proximidade com a população como eixo central da estratégia. “Vamos reconstruir o PS em Condeixa”, afirmou.
Já Nuno Moita, candidato e primeiro eleito do PS à Assembleia Municipal e antigo presidente da Câmara, defendeu a necessidade de “recuperar a Câmara”, sustentando que tal objetivo exige mais do que uma oposição vigilante. O dirigente criticou a atuação do atual executivo, acusando-o de manter políticas anteriores e de abandonar projetos estruturantes, como a extensão do Metrobus ao concelho.
Nuno Moita referiu ainda obras que, segundo afirmou, foram lançadas no anterior mandato e que ainda não avançaram, nomeadamente a requalificação da Escola Fernando Namora e a intervenção no Centro de Saúde. O antigo autarca salientou também que o PS deixou a Câmara com “um resultado líquido positivo de 200 mil euros e um saldo de gerência superior a 900 mil euros”.
O plenário terminou com apelos à mobilização interna e à continuidade do trabalho político, com foco na qualidade de vida, mobilidade, sustentabilidade ambiental e modernização do concelho.
