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ULS Médio Tejo reforça colheita de órgãos e supera registos de 2024

Redação Central Press/
02/03/2026, 11h09
/
3 min
Equipa de Colheita de Órgãos e Tecidos do Serviço de Medicina Intensiva @ULS Médio Tejo
Equipa de Colheita de Órgãos e Tecidos do Serviço de Medicina Intensiva @ULS Médio Tejo

A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo registou, em 2025, um crescimento da atividade de doação de órgãos, consolidando um percurso iniciado em 2009 que a tem destacado no panorama nacional. A atividade desenvolvida pela Equipa de Colheita de Órgãos e Tecidos do Serviço de Medicina Intensiva reforça o papel da instituição na resposta aos mais de dois mil doentes que aguardam transplante em Portugal, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Ao longo do último ano foram identificados seis dadores em morte cerebral, dos quais resultou a colheita de 16 órgãos vitais, dois pulmões, dois corações, seis fígados e seis rins. O número representa um aumento face a 2024, ano em que tinham sido colhidos 14 órgãos (oito fígados e seis rins) provenientes de nove dadores.

A ULS Médio Tejo, que serve cerca de 170 mil utentes, alcançou em 2025 uma taxa de 35,3 dadores por milhão de habitantes e 94,1 órgãos colhidos por milhão de habitantes, com uma média de 2,7 órgãos por dador.

A idade média dos dadores foi de 48 anos, abaixo do habitual, com idades compreendidas entre os 33 e os 85 anos. Quatro eram do sexo masculino e dois do sexo feminino. As causas associadas à morte cerebral apresentaram um padrão distinto do habitual: três casos resultaram de paragem cardiorrespiratória, dois de acidente vascular cerebral hemorrágico e um de trauma cranioencefálico.

A médica intensivista Lucília Pessoa, coordenadora hospitalar da doação de órgãos, sublinhou que cada processo representa “um momento de enorme exigência clínica e humana”, acrescentando que o aumento do número de órgãos colhidos significa “mais oportunidades de vida para doentes em lista de espera”, destacando o trabalho articulado de uma equipa multidisciplinar e a colaboração das famílias.

Também o presidente do Conselho de Administração, Casimiro Ramos, considerou que os resultados confirmam a consistência do trabalho desenvolvido ao longo de mais de década e meia, salientando que é possível alcançar “resultados de excelência” mesmo fora dos grandes centros nacionais, quando existe organização, competência técnica e compromisso com a vida.

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