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AIP lança "Lisboa Global Export" para acelerar internacionalização nos setores agroalimentar e da saúde

Redação Central Press/
02/03/2026, 11h15
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3 min
Empresas @freepik
Empresas @freepik

A Associação Industrial Portuguesa promoveu, no dia 25 de fevereiro, o seminário de apresentação do projeto "Lisboa Global Export: Agroalimentar & Saúde", uma iniciativa destinada a reforçar a internacionalização das PME portuguesas destes dois setores estratégicos, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

A sessão decorreu em formato híbrido e reuniu empresas e entidades ligadas ao comércio externo, à promoção económica e ao desenvolvimento empresarial. A participação presencial foi incentivada, permitindo momentos de contacto direto e networking, bem como diálogo técnico com a equipa da AIP para definição de estratégias ajustadas à realidade de cada empresa.

Na abertura, Filipe de Sousa Martins, diretor de apoio técnico da AIP, referiu que o projeto assenta numa lógica de acompanhamento técnico próximo, ultrapassando a mera disponibilização de informação. Destacou ainda que a internacionalização exige preparação estratégica, robustez organizacional e capacidade de gestão de risco, assumindo-se como um pilar do crescimento sustentado.

Um dos momentos centrais foi o painel dedicado aos mercados prioritários, com intervenções de responsáveis da AICEP. Rui Boavista Marques, diretor na Alemanha, apontou um mercado orientado para sustentabilidade, saúde e inovação, sublinhando a importância dos canais discount e das marcas próprias. Eduardo Henriques, responsável em França, destacou o peso do setor da saúde — cerca de 11,5% do PIB francês corresponde a despesa em saúde — e as oportunidades no agroalimentar, sobretudo em produtos diferenciados e transformados.

Luís Miguel Fontoura, diretor na Suécia e Noruega, salientou que a sustentabilidade é um requisito de acesso ao mercado, abrangendo processos produtivos e certificações. Carlos Moura, responsável nos Estados Unidos, evidenciou o potencial do mercado norte-americano, sobretudo nas life sciences, alertando para os exigentes enquadramentos regulamentares. Já Francisco Saião Costa, diretor no Brasil, destacou o crescimento daquele mercado, onde o agroalimentar representa cerca de 55% das exportações portuguesas, com especial expressão do azeite, e apontou oportunidades adicionais em produtos transformados e dispositivos médicos.

O segundo painel centrou-se na oferta da Região de Lisboa. Gonçalo Rodrigues, vice-presidente do Instituto Superior de Agronomia, sublinhou a resiliência do setor agroalimentar, referindo a produção anual de cerca de 115 mil toneladas de pera rocha e 69 milhões de garrafas de vinho na região, defendendo uma estratégia orientada para o valor acrescentado, incluindo baby food, conservas e produtos ligados à economia azul.

João Neves, consultor da Tecnimede, destacou o crescimento expressivo das exportações do setor da saúde desde 2010, que se multiplicaram por dez, referindo que cerca de 85% correspondem a medicamentos e que a Região de Lisboa concentra uma parte significativa da capacidade produtiva nacional.

Durante a sessão foi ainda apresentado o calendário de ações do Lisboa Global Export, que prevê acompanhamento técnico estruturado para apoiar as empresas na identificação de oportunidades nos mercados prioritários: França, Alemanha, Suécia, Noruega, Dinamarca, Brasil e Estados Unidos.

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