A Comissão Política de Secção do PSD Coimbra manifestou preocupação relativamente às notícias que apontam para a eventual nomeação da vereadora Maria Lencastre Portugal para a direção do Instituto Técnico Artístico e Profissional (ITAP), de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A posição foi tornada pública pelo novo presidente da estrutura concelhia social-democrata e deputado à Assembleia da República, Martim Syder. Segundo o PSD, a própria autarca confirmou que a possibilidade “está em cima da mesa”.
Para os sociais-democratas, tratando-se de uma vereadora em funções, uma eventual transição para um cargo de direção numa entidade com relevância no concelho levanta questões de natureza política que, consideram, devem ser esclarecidas.
O PSD recorda que, aquando da votação da delegação de competências na Câmara Municipal, Maria Lencastre Portugal ainda integrava o CHEGA e que o seu voto foi decisivo para a aprovação. O partido refere ainda que o mesmo se verificou noutras decisões consideradas sensíveis, incluindo a aprovação de um processo de licenciamento sobre o qual subsistem dúvidas quanto à conformidade com o Plano Diretor Municipal (PDM).
Na nota divulgada, os sociais-democratas sublinham que a posterior desfiliação partidária da vereadora não altera o enquadramento político em que essas decisões foram tomadas, defendendo a necessidade de transparência quanto a eventuais entendimentos políticos subjacentes.
O PSD Coimbra questiona também a coerência da atual maioria municipal, que se apresentou como um projeto agregador da esquerda, afirmando que os desenvolvimentos recentes suscitam dúvidas sobre a existência de eventuais entendimentos táticos com o CHEGA para assegurar estabilidade política.
Perante este contexto, o partido coloca várias questões públicas: se existe ou não uma convergência política estruturada entre PS e CHEGA em Coimbra; qual o posicionamento do Livre, do PAN e do movimento Cidadãos por Coimbra relativamente a esta eventual proximidade; e se consideram aceitável que decisões estruturantes para o concelho dependam de entendimentos não assumidos de forma transparente perante os eleitores.
O PSD Coimbra conclui reafirmando o seu compromisso com uma governação que classifica como transparente e coerente, baseada na responsabilidade, no rigor e no respeito pelos eleitores, defendendo que a clareza política é um dever democrático.
