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Experiência GLOSS regressa à Terra após um ano na Estação Espacial Internacional

Redação Central Press/
03/03/2026, 10h52
/
3 min
Experiência GLOSS @DR
Experiência GLOSS @DR

A experiência científica GLOSS — Gamma-ray Laue Optics and Solid State Detectors —, liderada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, regressou à Terra a bordo da cápsula Cargo Dragon C211, da SpaceX, que amarou no Oceano Pacífico, ao largo de San Diego, nos Estados Unidos, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Integrada na missão SpX-33, a experiência foi coordenada por Rui Curado Silva, docente da FCTUC, e por Jorge Maia, da Universidade da Beira Interior, ambos investigadores do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) Coimbra.

Durante cerca de um ano, amostras de sensores de telureto de cádmio e zinco (CZT), destinados a futuras câmaras de telescópios de raios gama, estiveram expostas ao ambiente espacial na plataforma Bartolomeo da Estação Espacial Internacional. Os materiais foram sujeitos a radiação orbital, amplitudes térmicas extremas — entre aproximadamente -150°C, no lado noturno da órbita, e 120°C, quando expostos ao sol — e a processos de oxidação.

Segundo Rui Curado Silva, a degradação do desempenho destes sensores em ambiente espacial ainda não tinha sido estudada com a profundidade necessária, particularmente no que respeita à relação entre o tempo de exposição e a perda de sensibilidade observacional.

Jorge Maia explica que a observação do Universo nas bandas dos raios X e gama exige a colocação de telescópios no espaço, uma vez que a atmosfera terrestre absorve este tipo de radiação antes de esta atingir a superfície.

Os sensores regressados serão enviados para Coimbra dentro de dois meses, onde serão analisados e comparados com sensores idênticos que permaneceram na Terra, permitindo avaliar o nível de degradação operacional. O objetivo é validar a viabilidade da sua integração em futuros telescópios espaciais de astrofísica de altas energias e contribuir para o desenvolvimento de instrumentação mais resistente e sensível.

De acordo com a equipa, os resultados poderão ter impacto na melhoria da sensibilidade de observação e, consequentemente, na compreensão de fenómenos como as ondas gravitacionais.

Além da Universidade de Coimbra, o projeto envolve equipas do Observatório de Astrofísica e Ciências do Espaço de Bolonha, do Instituto Nacional de Astrofísica de Itália (INAF/OAS-Bologna) e do Instituto de Materiais para Eletrónica e Magnetismo do Conselho Nacional de Investigação de Parma (CNR/IMEM-Parma). A experiência foi financiada pelo programa PRODEX, da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial Portuguesa.

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