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PJ participa na neutralização da maior plataforma de phishing à escala global

Redação Central Press/
04/03/2026, 16h32
/
2 min
Polícia Judiciária ©PJ
Polícia Judiciária ©PJ

A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica, participou numa operação internacional para desmantelamento da maior plataforma de phishing ativa à escala global, capaz de ultrapassar mecanismos de autenticação multifactor (MFA) e garantir o acesso ilegítimo a caixas de correio eletrónico, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Conhecida como "Tycoon 2FA", a plataforma, a funcionar desde agosto de 2023, era acessível por via de subscrição paga e habilitava cibercriminosos (incluindo os menos habilitados tecnicamente) a intercetar sessões com autenticação em tempo real, a contornar camadas adicionais de segurança e, dessa forma, comprometer contas que se julgavam protegidas.

Em Portugal foi possível determinar, até ao momento, mais de 160 organizações diretamente afetadas pela atividade da "Tycoon 2FA", com um impacto financeiro elevado, mas ainda não completamente determinado.

A neutralização da plataforma resultou da desativação de 330 domínios, que constituíam a estrutura técnica do serviço, incluindo páginas fraudulentas e painéis de gestão.

Enquanto a disrupção técnica foi liderada pela Microsoft, coube às autoridades policiais de Portugal, Letónia, Lituânia, Polónia, Espanha e Reino Unido proceder à apreensão da infraestrutura e desenvolver ações de cariz operacional.

A "Tycoon 2FA" permitiu a milhares de cibercriminosos aceder de forma dissimulada a contas de e-mail e de serviços cloud associadas a mais de 100 mil organizações espalhadas pelo mundo, com ênfase em infraestruturas críticas e serviços essenciais, conseguido com o envio massivo de dezenas de milhões de mensagens de phishing por mês.

Em meados de 2025, a "Tycoon 2FA" representava aproximadamente 62% de todas as tentativas de phishing bloqueadas pela Microsoft.

Esta operação foi fruto de uma estreita cooperação entre polícias e parceiros do setor privado, sob coordenação do Centro Europeu de Cibercrime (EC3) da Europol.

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