A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica, participou, nos dias 3 e 4 de março, numa operação policial coordenada pela Europol, que culminou na apreensão da base de dados do LeakBase, um dos maiores fóruns online do mundo utilizado por cibercriminosos para comprar e vender dados roubados, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Em Portugal, a PJ realizou seis buscas domiciliárias e uma não domiciliária e deteve dois suspeitos indiciados da prática de crimes de aquisição de cartões ou dispositivos de pagamento obtidos mediante crime informático e de sabotagem informática.
As buscas decorreram na Grande Lisboa e no Grande Porto e permitiram a apreensão de relevante informação e de equipamento informático, no âmbito de um inquérito titulado pelo DIAP de Lisboa.
Ativo desde 2021, o LeakBase contava com mais de 142 mil utilizadores registados. Especializava-se na comercialização de bases de dados divulgadas ilegalmente e nos chamados “stealer logs” - arquivos de credenciais roubadas recolhidas através de malware do tipo infostealer.
A plataforma, acessível na Internet, combinava características de fórum de discussão, permitindo a cibercriminosos comprar, vender e trocar dados comprometidos.
Em dezembro de 2025, o LeakBase contava com mais de 142 mil utilizadores registados, cerca de 32 mil publicações e mais de 215 mil mensagens privadas, evidenciando a sua dimensão e alcance global.
No dia 3 de março, as autoridades policiais de Portugal, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Grécia, Países Baixos, Polónia, Roménia, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Malásia e Kosovo realizaram ações coordenadas de repressão em múltiplas jurisdições, incluindo detenções, buscas domiciliárias e ações de “knock-and-talk”.
Já hoje, as autoridades avançaram para a fase de perturbação técnica, apreendendo o domínio do fórum e substituindo-o por uma página informativa das autoridades.
A operação entra agora numa fase de prevenção destinada a dissuadir novas atividades criminosas e a aumentar a consciencialização sobre as consequências da prática de cibercrime.
Os parceiros têm trabalhado em estreita colaboração no âmbito da Joint Cybercrime Action Taskforce (J-CAT), acolhida na Europol, com vista à preparação da fase final da investigação.
