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Cientistas recriam em laboratório células imunitárias que combatem tumores

Redação Central Press/
05/03/2026, 09h54
/
3 min
Imagem ilustrativa @freepik
Imagem ilustrativa @freepik

Uma equipa internacional de cientistas conseguiu, pela primeira vez, recriar em laboratório um tipo de células do sistema imunitário que ajudam a combater tumores. O estudo foi coordenado por investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, integrado no Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia, em parceria com a Universidade de Lund, na Suécia, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Os investigadores conseguiram produzir células Natural Killer (NK), células que fazem parte da primeira linha de defesa do organismo contra o cancro. Para isso, utilizaram um processo de reprogramação celular, que permite transformar um tipo de célula noutro diferente.

A equipa desenvolveu uma nova plataforma chamada REPROcode, que ajuda a identificar os fatores necessários para reprogramar células do sistema imunitário. Esta ferramenta inclui uma biblioteca com mais de 400 fatores de transcrição — proteínas que controlam o funcionamento das células — organizados com “códigos de barras”, permitindo aos cientistas perceber quais funcionam melhor em cada processo de reprogramação.

Segundo o investigador Carlos-Filipe Pereira, que coordenou o estudo, a plataforma permite testar várias combinações de fatores ao mesmo tempo e identificar as que permitem produzir diferentes tipos de células imunitárias em laboratório.

Além de permitir criar células NK, a investigação também ajudou a melhorar métodos já conhecidos para produzir outros tipos de células do sistema imunitário. O trabalho poderá contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de imunoterapia.

A imunoterapia é um tipo de tratamento que utiliza o próprio sistema imunitário do doente para combater o cancro. No entanto, muitos pacientes não respondem a estas terapias e algumas células importantes para o tratamento são raras no sangue e difíceis de obter. Produzi-las em laboratório pode ajudar a ultrapassar esse problema.

Os investigadores criaram ainda um “mapa” que mostra os fatores que controlam a formação de diferentes células imunitárias, o que poderá facilitar futuras investigações nesta área.

De acordo com Carlos-Filipe Pereira, esta abordagem funciona como uma “caixa de ferramentas” que permite produzir células imunitárias a partir de células mais fáceis de recolher, como as da pele. No futuro, a técnica poderá ajudar a desenvolver novos tratamentos não só para o cancro, mas também para doenças autoimunes, como a diabetes ou a artrite reumatoide.

O estudo contou também com a participação de investigadores de instituições da Suécia e da Alemanha, incluindo o Lund Stem Cell Center, o Wallenberg Centre for Molecular Medicine, o National Bioinformatics Infrastructure Sweden, o Helmholtz Zentrum München e a empresa Asgard Therapeutics.

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