A Anta da Arquinha da Moura, um dos monumentos megalíticos mais importantes do concelho e da região, continua a despertar o interesse do mundo científico. No passado sábado, dia 28 de fevereiro, o dólmen, localizado na freguesia de Lajeosa do Dão, recebeu uma nova visita de técnica, no âmbito de trabalhos de investigação científica, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Nesta iniciativa participaram o arqueólogo Pedro Sobral de Carvalho, que atualmente se encontra a desenvolver um projeto de doutoramento relacionado com o megalitismo da Beira Alta, o arqueólogo Mário Reis, da Fundação Côa Parque e um dos nomes mais relevantes associados ao estudo da arte rupestre em Portugal e a conservadora-restauradora Vera Caetano, que tem em mãos uma tese de doutoramento centrada na salvaguarda da pintura pós- paleolítica do Vale do Côa e nos dolmens da Beira Alta.
Os trabalhos realizados na Arquinha da Moura envolveram a observação detalhada dos esteios, com vista à eventual identificação de novos vestígios de pintura. Os investigadores realizaram ainda um registo fotográfico exaustivo do monumento e a avaliação do seu estado de conservação.
Esta ação investigativa veio comprovar, uma vez mais, a importância e a singularidade da Arquinha da Moura no âmbito da arqueologia e do megalitismo na região, em solo nacional e até ao nível europeu.
A Arquinha da Moura foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 2002. O dólmen é hoje um dos polos do Museu Municipal Terras de Besteiros.
A visita a esta anta, que remonta ao IV milénio A.C., carece de marcação prévia, mas é totalmente gratuita, podendo ser marcada no espaço museológico.