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Milhares nas ruas pelo 8 de Março: manifestações marcam Dia Internacional da Mulher em todo o país

Carolina Barata/
08/03/2026, 21h45
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11 min
Manifestação promovida pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) @Carolina Barata Central Press
Manifestação promovida pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) @Carolina Barata Central Press

Milhares de pessoas saíram hoje à rua em várias cidades portuguesas para assinalar o Dia Internacional da Mulher, em manifestações convocadas por organizações feministas, associações cívicas e movimentos sociais que exigem igualdade de direitos, denunciam a violência de género e apelam ao reforço de políticas públicas contra as desigualdades.

As mobilizações decorreram em cidades como Lisboa, Porto e Coimbra, bem como em outras localidades de norte a sul do país. As iniciativas incluíram marchas, concentrações, leituras de manifestos e momentos culturais, num ambiente maioritariamente pacífico. A Central Press acompanhou as duas manifestações que se realizaram em Coimbra.

Entre as principais reivindicações destacadas pelas organizações promotoras estiveram a igualdade salarial entre mulheres e homens, o combate à precariedade laboral, o reforço das respostas no combate à violência doméstica e a defesa dos direitos sexuais e reprodutivos.

Em Lisboa, a manifestação principal teve início às 15h00, no Marquês de Pombal, reunindo participantes convocados por organizações feministas e coletivos da Plataforma Feminista. A marcha percorreu a Avenida da Liberdade em direção ao centro da cidade, onde foram realizados discursos e a leitura de manifestos.

No Porto, a concentração começou às 16h00, na Praça dos Poveiros. A marcha seguiu em direção à Praça D. João I, acompanhada por grupos de percussão e intervenções culturais. O protesto terminou com a leitura de um manifesto e a atuação do Coro de Rua.

Em Coimbra, realizaram-se duas manifestações ao longo da tarde. A primeira, convocada pelo Movimento Democrático de Mulheres (MDM), teve início às 14h30, com concentração na Ponte de Santa Clara e percurso até ao centro histórico da cidade, onde foram apresentadas várias reivindicações relacionadas com direitos laborais, igualdade e combate à violência de género.

Mais tarde, às 16h00, a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) promoveu uma segunda marcha na cidade, reunindo participantes na Praça da República, para denunciar desigualdades persistentes e exigir medidas concretas de proteção e promoção dos direitos das mulheres.

Para além destas cidades, também foram organizadas iniciativas em localidades como Aveiro, Braga, Guimarães, Leiria, Évora e Faro, integrando o conjunto de ações que assinalam o 8 de março em Portugal.

O Dia Internacional da Mulher é comemorado anualmente em todo o mundo com manifestações, debates e iniciativas públicas que procuram dar visibilidade às questões relacionadas com os direitos das mulheres e a igualdade de género. Em Portugal, as organizações feministas sublinham que, apesar de avanços legislativos nas últimas décadas, persistem desigualdades estruturais que continuam a mobilizar milhares de pessoas para a rua.

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