O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, considerou injustas as declarações do Manuel Castro Almeida, que atribuiu às autarquias responsabilidades pela demora na avaliação das candidaturas aos apoios destinados à reconstrução de habitações afetadas pelo recente episódio de mau tempo, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Segundo o autarca, as afirmações feitas pelo governante “não correspondem à realidade vivida no terreno”, sublinhando que os municípios têm estado mobilizados desde o início para apoiar as populações afetadas.
Paulo Vicente afirma que é injusto imputar às câmaras municipais a responsabilidade por atrasos num processo cujas regras e procedimentos foram definidos pelo Governo e que, na prática, têm revelado dificuldades na sua aplicação.
O presidente da autarquia recorda ainda que a verificação das candidaturas apresentadas por particulares à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro foi atribuída pelo Governo aos municípios, sem que tenha sido acompanhado por um reforço adequado de meios técnicos, humanos ou financeiros.
De acordo com o responsável municipal, os serviços da autarquia têm acumulado várias tarefas relacionadas com a situação de emergência, incluindo a avaliação das candidaturas para habitações permanentes, a recuperação de infraestruturas danificadas e o apoio direto às populações.
Paulo Vicente sublinha que a prioridade do município continua a ser apoiar os cidadãos afetados e garantir que o processo de reconstrução decorra com a maior rapidez possível. Nesse sentido, apelou a uma postura mais colaborativa entre o Governo e o poder local, defendendo que o trabalho desenvolvido pelas autarquias deve ser reconhecido no contexto da resposta às consequências do mau tempo.