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Tertúlia em Cantanhede debate papel das mulheres na cultura

Redação Central Press/
12/03/2026, 12h31
/
3 min
“Cultura no Feminino” @CM Cantanhede
“Cultura no Feminino” @CM Cantanhede

O Município de Cantanhede promoveu, na terça-feira, 10 de março, uma tertúlia dedicada ao tema “Cultura no Feminino”, iniciativa que assinalou o Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março. A sessão decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho e reuniu participantes para refletir sobre o papel das mulheres no setor cultural, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

A conversa foi moderada pela presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, e contou com as intervenções da escritora Isolete Pessoa, da dirigente associativa Ana Maria Pessoa, da instrumentista e dirigente associativa Helena Baptista e da fadista Carolina Pessoa.

A sessão partiu dos testemunhos das convidadas, que abordaram os desafios associados à afirmação das mulheres na vida cultural e aos diferentes papéis sociais ligados à condição feminina. Na abertura da tertúlia, Helena Teodósio sublinhou a importância da efeméride como forma de reconhecer o contributo das mulheres na luta pela igualdade e de promover a reflexão sobre desigualdades ainda existentes, como diferenças salariais, menor representação em cargos de liderança ou situações de violência e discriminação.

Durante o debate, as intervenientes reconheceram avanços na igualdade de género, mas referiram que persistem desafios. Ana Maria Pessoa destacou a necessidade de colaboração entre homens e mulheres, referindo que ainda observa resistência à participação feminina no dirigismo associativo.

Carolina Pessoa afirmou que, apesar de considerar o meio artístico tradicionalmente dominado por homens, nunca sentiu dificuldades em afirmar-se como intérprete, embora tenha apontado algumas práticas da indústria musical com as quais não se identifica, como determinadas expectativas em relação à imagem das artistas.

Helena Baptista referiu que o universo das bandas filarmónicas tem registado mudanças nos últimos anos, com maior presença feminina tanto entre instrumentistas como em cargos de direção, o que considera ter contribuído para alterar perceções sobre o papel das mulheres nesse contexto.

Já Isolete Pessoa destacou que a afirmação das mulheres na sociedade portuguesa ganhou maior expressão após a Revolução de 25 de Abril de 1974, referindo como exemplos de referência no combate às desigualdades no acesso à literatura as escritoras Sophia de Mello Breyner Andresen e Agustina Bessa‑Luís.

A tertúlia incluiu ainda momentos musicais interpretados por Cristiano Neves e Joana Alhau.

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