A Câmara Municipal de Mangualde apresentou, na quinta-feira, 12 de março, o Plano de Ação Integrado “Residents of the Future”, desenvolvido no âmbito da rede europeia URBACT, com o objetivo de atrair e fixar população em cidades de pequena e média dimensão, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Entre as principais medidas previstas no documento destacam-se a reabilitação de 40 habitações destinadas a jovens e famílias, a criação de um Hub de Empreendedorismo Local, a instalação de um Pólo Digital de Ensino Superior, a implementação de um Anel de Mobilidade Sustentável com ciclovias e eco-shuttles e o lançamento do programa Mangualde Multicultural, dirigido à integração de comunidades imigrantes.
O plano ainda terá de ser analisado em reunião de Câmara e pela Assembleia Municipal, estando prevista a execução das medidas até 2030. No entanto, o presidente da autarquia, Marco Almeida, acredita que várias ações poderão ser concretizadas antes desse prazo.
Segundo o autarca, algumas iniciativas já estão em fase de implementação, como o projeto de habitação municipal, que prevê a reabilitação de 40 casas. “Nos próximos meses ficam prontas cerca de 20 habitações, ou seja, metade do total previsto”, explicou.
O documento aponta igualmente para a criação de um Pólo Digital de Ensino Superior, embora o município pretenda avançar para ensino presencial. Para isso, estão previstas obras de adaptação no edifício do antigo Colégio de São José, que deverá acolher a futura estrutura académica.
Na área da mobilidade, o município prevê lançar nos próximos meses o novo Interface Modal (central de camionagem) e desenvolver ciclovias em várias artérias da cidade, acompanhando as tendências da mobilidade suave.
Com o mote “Mangualde: A vida como deve ser”, o plano foi desenvolvido ao longo dos últimos dois anos com a participação de comunidade local, escolas, associações, empresas, comunidades imigrantes, jovens e famílias. A estratégia assenta em três eixos principais: revitalização demográfica, desenvolvimento económico sustentável e melhoria da qualidade de vida, com medidas nas áreas da habitação, emprego qualificado, saúde, educação, mobilidade sustentável, cultura e identidade local.
O concelho de Mangualde é o único município português a integrar este projeto europeu, que reúne outras nove cidades: Šibenik (Croácia), Alba Iulia (Roménia), Saldus (Letónia), Plasencia (Espanha), Kalamata (Grécia), Iisalmi (Finlândia), Saint-Quentin (França), Mantova (Itália) e Trebinje (Bósnia e Herzegovina).
A iniciativa conta com financiamento da União Europeia, num montante global de cerca de 827 mil euros, e pretende desenvolver soluções inovadoras para enfrentar os desafios do despovoamento urbano em cidades de média dimensão.