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Secretário de Estado aponta Águeda como referência nacional na proteção civil

Redação Central Press/
14/03/2026, 08h39
/
4 min
Rui Rocha, secretário de estado da Proteção Civil e Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda @CM Águeda
Rui Rocha, secretário de estado da Proteção Civil e Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda @CM Águeda

O secretário de estado da Proteção Civil, Rui Rocha, destacou o concelho de Águeda como um exemplo de boas práticas na organização e resposta da proteção civil, durante uma visita realizada esta semana ao território, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

“Sabemos que de Águeda vêm bons exemplos e aquilo que ouvi hoje revela uma grande dimensão de intervenção da proteção civil que merece ser ainda mais destacada no país”, afirmou o governante, após conhecer no terreno o dispositivo municipal e as estruturas operacionais que suportam a resposta a emergências.

A visita iniciou-se nos Paços do Concelho, onde Rui Rocha foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, pelos vereadores Vasco Oliveira e Carlos Filipe, bem como por responsáveis da proteção civil e dos Bombeiros Voluntários de Águeda. Estiveram também presentes representantes das Unidades Locais de Proteção Civil e vários presidentes de juntas de freguesia.

A comitiva visitou depois o quartel dos bombeiros, a Unidade Local de Proteção Civil de Belazaima do Chão e a Unidade Local de Formação dos Bombeiros de Águeda, também localizada naquela freguesia.

Durante o encontro, Jorge Almeida apresentou o modelo de organização da proteção civil no concelho, sublinhando as particularidades de um território que conjuga forte atividade industrial com uma vasta área florestal. “Em área territorial, o concelho de Águeda é o maior do distrito de Aveiro, com uma forte matriz urbana e empresarial, mas também uma extensa área florestal”, referiu.

Segundo o autarca, esta realidade exige um dispositivo particularmente robusto. No terreno operam mais de uma centena de bombeiros e cinco Unidades Locais de Proteção Civil, que reúnem cerca de 100 voluntários distribuídos por várias freguesias e contam com aproximadamente 25 viaturas de combate a incêndios.

Para Jorge Almeida, estas unidades representam um dos elementos diferenciadores do modelo local. “Conseguimos criar uma mesma linguagem operacional, equipar os voluntários, garantir formação e assegurar que todos atuam sob um comando único. Estou absolutamente convencido de que temos aqui algo de único e extraordinário”, afirmou.

O presidente da Câmara destacou ainda o investimento municipal em meios e infraestruturas, incluindo a recente renovação do quartel dos Bombeiros Voluntários de Águeda e o apoio regular na aquisição de equipamentos. Sublinhou também a necessidade de reforçar as Equipas de Intervenção Permanente (EIP) no concelho, atualmente compostas por três equipas — duas na sede e uma na secção destacada de Agadão.

O dispositivo local integra ainda uma unidade da Guarda Nacional Republicana — a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro — e um Centro de Meios Aéreos, reforçando a capacidade de resposta no combate a incêndios e noutras situações de emergência.

Entre os projetos em curso, o autarca destacou a construção da base definitiva do Centro de Meios Aéreos e a intenção de ampliar o aeródromo de Águeda, atualmente utilizado por helicópteros ligeiros, para permitir a operação de meios aéreos pesados de combate a incêndios.

Na área da emergência de saúde, o concelho conta com a intervenção dos Bombeiros Voluntários de Águeda, do dispositivo de Suporte Imediato de Vida sediado no Hospital de Águeda e da delegação local da Cruz Vermelha Portuguesa, que dispõe também de uma estrutura logística regional de resposta a cenários de catástrofe.

Na sua intervenção, Rui Rocha valorizou especialmente o papel das Unidades Locais de Proteção Civil, defendendo que estas estruturas devem ser melhor integradas no sistema nacional. “Temos pessoas disponíveis para ajudar e não podemos desperdiçar esta capacidade. É fundamental garantir formação e integrar estas estruturas no teatro de operações, sob a direção dos responsáveis”, sublinhou.

Relativamente às Equipas de Intervenção Permanente, o governante referiu que o Governo está a trabalhar no reforço deste modelo, com a criação de novas equipas e uma revisão do enquadramento legal, com o objetivo de assegurar capacidade de primeira intervenção profissionalizada durante 24 horas em todo o território.

A visita terminou na Unidade Local de Formação dos Bombeiros de Águeda, em Belazaima do Chão, onde o Secretário de Estado teve oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido na formação e capacitação dos operacionais.

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