A Polícia Judiciária (PJ) deteve, ontem, dia 17 de março, o presumível autor dos crimes de violação agravada e violação de domicílio, ocorridos em final de fevereiro e no mês em curso, na Maia e em Gondomar, que vitimaram duas mulheres, sendo uma menor de idade, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A investigação teve início após informação de que uma menor teria sido violada por um homem, quando se deslocava de casa para o ATL, tendo o crime ocorrido na via pública, em local pouco frequentado.
Iniciadas as investigações, pela Diretoria do Norte da PJ, veio a apurar-se que o suspeito teria seguido os passos da vítima até vir a consumar os seus intentos criminosos, levando os investigadores a acreditar que não se trataria de um caso isolado, mas de um modus operandi, com alvos definidos, tudo apontando para que se tratasse de um predador sexual.
Identificado o suspeito, seguiram-se diligências no sentido de lhe seguir os movimentos, verificando-se que, nos últimos dias, vigiou uma residência em Gondomar onde viviam mulheres jovens, possíveis alvos.
Ao início da manhã de ontem, na sequência de vigilâncias, foi possível detetá-lo a preparar-se para escalar a referida residência, para nela entrar, momento em que foi abordado por inspetores desta Polícia.
Na sequência dos elementos de prova recolhidos, foi possível relacionar o visado com inúmeras situações de violação e coação sexual de mulheres jovens que residiam sozinhas ou com outras mulheres em apartamentos situados ao nível do primeiro andar dos respetivos prédios.
Com efeito, após escolher as vítimas, o agora detido acedia, pela madrugada, aos seus quartos, através do escalamento das fachadas dos imóveis, entrando pelas janelas ou varandas que se encontravam abertas ou de fácil abertura. Após ter o domínio das situações, denotando muita calma e à vontade, coagia as vítimas a práticas sexuais abusivas.
Estas situações vinham ocorrendo, pelo menos, desde janeiro do ano em curso numa área muito delimitada da cidade do Porto, provocaram grande alarme social e pânico nas vítimas e nos residentes dos prédios em causa, levando algumas delas a abandonar os imóveis que tinham arrendados.
O detido, com 43 anos de idade, operário da construção civil, já com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime e outros crimes violentos, com cumprimento de pesada pena de prisão efetiva, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial de arguido detido para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.
