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MUSP Coimbra denuncia falhas no Sistema de Mobilidade do Mondego e exige melhorias no serviço

Redação Central Press/
18/03/2026, 21h57
/
4 min
Passagens de Nível do Metrobus @Metro Mondego
Passagens de Nível do Metrobus @Metro Mondego

O MUSP Coimbra – Movimento de Utentes dos Serviços Públicos manifestou, em comunicado enviado à redação, “profunda preocupação” com o funcionamento do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), operado pela Metro Mondego, apontando a existência de falhas que classifica como graves e sucessivas desde o início da exploração.

Segundo o movimento, após mais de uma década de atrasos na implementação do projeto, o serviço apresenta problemas considerados estruturantes, nomeadamente situações de sobrelotação em determinados horários, falhas no sistema de bilhética e desigualdade no tratamento entre utentes urbanos e suburbanos, sendo estes últimos, refere, os mais prejudicados ao longo dos últimos 15 anos.

Entre as situações identificadas, o MUSP Coimbra destaca a inexistência inicial de carregamento de passes em Serpins — entretanto ultrapassada pela Câmara Municipal da Lousã, mas que, no entendimento do movimento, deveria ter sido assegurada pelo próprio sistema — bem como anomalias nas máquinas de bilhetes.

O comunicado refere ainda a ocorrência de avarias no sistema de sinalização, atrasos superiores a uma hora, supressão de serviços e falta de informação aos passageiros nas paragens, incluindo nos painéis eletrónicos.

O movimento critica também a suspensão do troço entre Lousã-Estação e Serpins, inicialmente prevista para seis meses, considerando que esta medida agravou significativamente os tempos de deslocação. Segundo o MUSP, os transportes alternativos disponibilizados têm sido insuficientes, obrigando a transbordos e revelando falta de capacidade, o que terá deixado passageiros sem possibilidade de transporte.

Durante os períodos de intempérie registados entre janeiro e fevereiro, o MUSP Coimbra aponta igualmente para a existência de suspensões de serviço sem alternativas eficazes, referindo que a resposta da empresa se limitou à emissão de declarações justificativas.

O comunicado menciona ainda a insuficiência de abrigos nas paragens e a inexistência de instalações sanitárias, situação que associa à concessão das antigas estações no âmbito do Programa Revive.

O movimento critica também a ausência de propostas de compensação para os utentes afetados e considera que a comunicação da Metro Mondego tem sido centrada nas redes sociais, o que, no seu entender, exclui uma parte significativa da população.

No documento, o MUSP Coimbra refere que, apesar dos investimentos realizados e das inaugurações efetuadas, os utentes continuam a enfrentar dificuldades no acesso ao serviço, reiterando posições anteriormente defendidas por movimentos de utentes do Ramal da Lousã, nomeadamente a favor da eletrificação da linha.

Perante este cenário, o movimento apresenta um conjunto de exigências, incluindo o funcionamento fiável do sistema de bilhética, o reforço da oferta de transporte nas horas de ponta, a disponibilização de alternativas eficazes em situações de interrupção, a restituição proporcional do valor dos passes nas zonas afetadas, a melhoria das condições de abrigo e a criação de instalações sanitárias.

Entre as reivindicações constam ainda a necessidade de uma comunicação considerada acessível e transparente, bem como a definição de um calendário claro para a normalização do serviço.

O MUSP Coimbra conclui que as populações da Lousã, Miranda do Corvo e restantes territórios servidos pelo antigo Ramal da Lousã não podem continuar a ser penalizadas, sublinhando que o acesso a uma mobilidade fiável é, no seu entendimento, essencial para a coesão territorial.

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