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Bloco de Esquerda questiona Governo sobre interrupção prolongada da Linha da Beira Baixa

Redação Central Press/
19/03/2026, 12h09
/
3 min
Bloco de Esquerda @BE
Bloco de Esquerda @BE

As coordenadoras distritais do Bloco de Esquerda da Guarda e de Castelo Branco manifestaram preocupação com a interrupção da circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, na sequência das tempestades registadas em fevereiro de 2026 que provocaram derrocadas e danos na infraestrutura, de acorod com nota de imprensa enviada à Central Press.

De acordo com informação divulgada pela Infraestruturas de Portugal, a circulação ferroviária entre Abrantes e Covilhã/Guarda foi suspensa e a reparação integral da plataforma ferroviária, bem como a estabilização das encostas, poderá prolongar-se por vários meses. A reabertura da linha está atualmente prevista apenas para setembro de 2026.

Num comunicado conjunto, as estruturas distritais do partido consideram que a interrupção representa um impacto significativo para as populações do interior que utilizam diariamente esta ligação para deslocações relacionadas com trabalho, escola ou acesso a serviços. Segundo o documento, as alternativas rodoviárias disponibilizadas para substituir o serviço ferroviário são consideradas insuficientes.

O comunicado refere ainda que a suspensão do serviço Intercidades e a redução da rapidez e frequência das ligações aumentam os tempos de viagem e dificultam a mobilidade de estudantes e trabalhadores, num território que já enfrenta limitações no acesso a infraestruturas e serviços públicos.

Para além do impacto na vida quotidiana, o partido aponta possíveis consequências económicas para a região, sobretudo num período que antecede a Páscoa e a época de verão.

Perante esta situação, o Bloco de Esquerda dirigiu questões ao Governo, através do Ministério das Infraestruturas e da Habitação, solicitando esclarecimentos sobre as medidas previstas para acelerar a estabilização das encostas e a reparação da via ferroviária, bem como sobre a possibilidade de reforçar horários e meios rodoviários ou ferroviários para mitigar os efeitos da interrupção.

As coordenadoras distritais defendem uma resposta rápida e articulada entre o Governo, a Infraestruturas de Portugal e as autarquias locais, com o objetivo de reduzir os impactos da suspensão do serviço e garantir a reabertura da linha no mais curto prazo possível. O partido reiterou ainda a defesa de um transporte ferroviário público acessível e de qualidade.

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